Reorganização da Proteção Civil “é preocupante”

O distrito de Castelo Branco vai perder metade das corporações de bombeiros com a nova reorganização territorial, no âmbito da lei orgânica da Autoridade Nacional da Proteção Civil, uma situação “bastante preocupante”, considera Jorge Gomes, vereador com o pelouro da Proteção Civil, na Câmara Municipal da Covilhã.

Atualmente, o distrito conta com 12 corporações de bombeiros, mas, com a nova reorganização, Covilhã, Fundão e Belmonte passam a integrar a CIM Beiras e Serra da Estrela, e a Sertã, Vila de Rei e Cernache do Bonjardim passam para a CIM do Médio Tejo, as restantes seis ficam na CIM Beira Baixa.

“É preocupante”, afirma Jorge Gomes, que garante que “estão a manter reuniões com o CDOS”, defendendo que “é importante que se consiga manter a unidade distrital”. Para o vereador, a repartição pelas CIM das corporações “vai fragilizar o CDOS Castelo Branco e todos sabemos o que acontece às instituições quando ficam fragilizadas”, alerta, acrescentando que, neste caso, “não se justifica esta repartição pelas Comunidades Intermunicipais”. Jorge Gomes refere ainda que “não há ganho” com esta organização. No caso concreto da Covilhã, cuja corporação ficará sob a alçada da CIM Beiras e Serra da Estrela, o vereador afirma que haverá “mais confusão” uma vez que “o conhecimento do território é diferente”, afirmando que “haverá mais dificuldade de responder no terreno”.

Recordar que também o presidente da Federação Distrital de Bombeiros de Castelo Branco já se manifestou contra esta reorganização, afirmando que “não faz qualquer sentido” e fala em “capricho” do Secretário de Estado da Proteção Civil. “É a destruição de uma união muito grande que existia no distrito, de uma organização que existia na ótica distrital e que deixará de existir”, sustenta. José Neves alerta ainda para o “enfraquecimento da unidade territorial”, adiantando que no caso concreto “em termos organizacionais e administrativos, quem tiver que lidar com isto não vai ser fácil”. Em termos operacionais, explica que, a partir do momento em que deixam de estar guarnecidos por bombeiros que estejam na mesma CIM, a intervenção de outros corpos de bombeiros vai depender de uma autorização dessa CIM para libertar meios para a outra. “Aquilo que hoje é automático deixará de o ser”, conclui.