Abate de árvores no Parque Alexandre Aibeo não é consensual

O Abate de árvores do Parque Alexandre Aibeo, na Covilhã, tem por objetivo “promover o ordenamento do parque” e principalmente “a segurança”, esclareceu o presidente da Câmara,Vítor Pereira, após ser questionado pelos vereadores da oposição na última sexta-feira. O autarca esclarece que os “27 pinheiros sinalizados para abate não se encontram nas melhores condições fitossanitárias”.

Paulo Rosa, vereador do movimento De Novo Covilhã, disse aos jornalistas que levou o assunto ao período antes da ordem do dia, uma vez que “várias pessoas, indignadas,” lhe fizeram chegar essa queixa. O vereador independente defende que “é preciso ser cauteloso nesta matéria”, até porque se está a falar de “árvores centenárias de grande valor” e só depois de analisar cada uma, “se pode saber se o seu abate se justifica”.

O alerta para a situação chegou também a Adolfo Mesquita Nunes, do CDS-PP. O vereador centrista defende que é “preciso cautela nesta matéria”, frisando que “sempre que se abate uma árvore há comoção pública” mas em primeiro lugar deve estar a segurança, recordando que “há situações que resultaram em mortes devido à queda de árvores”. O vereador afirma que irá “averiguar se a explicação dada pela maioria está correta”.

“A segurança em primeiro lugar” afirma Vítor Pereira, como justificação para a medida que visa também “promover o reordenamento do parque”. O presidente da Câmara recorda que aquele local “não é um bosque” e é preciso potenciar “o arejamento para que todas as espécies se desenvolvam de forma harmoniosa”.

O edil esclarece que as árvores foram sinalizadas por técnicos credenciados, para que não “houvesse qualquer tipo de engano”, afirmando que só serão abatidas as que apresentem “problemas fitossanitários ou de futuro tombamento”.