CDS-PP critica questionário da iniciativa “Covilhã 2030”

“O questionário não é inspirador, é restritivo e redutor”, são algumas das críticas feitas pelo CDS-PP, ao questionário on-line que a Câmara Municipal da Covilhã está a promover, no âmbito da iniciativa “Covilhã 2030”. “Críticas sem fundamento”, responde Vítor Pereira, presidente do município.

As críticas foram feitas por Maria José Madeira, que substituiu Adolfo Mesquita Nunes, no final da reunião privada da Câmara da Covilhã, esta sexta-feira. A vereadora afirma que “a forma como o questionário está feito é restritiva” e considera-o “pouco inspirador”, uma vez “que o próprio revela os resultados que se irão obter”. Maria José Madeira critica também o facto de se perguntar “onde trabalha” e não qual a profissão, que “não levará a uma caracterização fidedigna da realidade” frisa.

O público-alvo do questionário também merece a crítica dos centristas. Maria José Madeira defende que “os que tiveram que sair do concelho por via da emigração, e que têm uma visão diferenciada do que deve ser a Covilhã no futuro” e até mesmo “os turistas e outros não residentes” deveriam ser consultados.

Vítor Pereira responde que o questionário foi elaborado por “académicos que habitualmente trabalham estas áreas” e consideraram que “este seria a melhor forma de consultar os covilhanenses sobre o que pretendem para o futuro”. O autarca reforça que “não seria possível ter respostas abertas”, uma vez que “o volume de informação recolhido dessa forma seria de tal ordem, que não poderia ser tratado”.

O autarca defende o questionário pretende “dar o mote para a discussão mais alargada”, que irá promover e que levará à elaboração de um “documento onde estarão vertidas as prioridades”. Quanto ao público-alvo, esclarece que se destina a todo o concelho, preferencialmente, mas que “todos podem aceder ao questionário on-line e dar a sua opinião”.