Divida a médio e longo prazo do grupo Município da Covilhã diminui 8M no ano passado

O grupo Município da Covilhã teve em 2018 “uma boa performance” financeira, disse Vítor Pereira no final da reunião, em que as contas consolidadas foram aprovadas. Um ponto que Adolfo Mesquita Nunes, vereador do CDS, se “recusou a votar por não serem conhecidas as contas das empresas municipais.

A bem da transparência, disse o vereador aos jornalistas, as contas deveriam ser públicas. “Como os relatórios não se encontram no site nem foram anexas ao relatório, nem me foram dadas, não tenho qualquer conhecimento da aprovação dessas contas ou do seu conteúdo, não estou em condições de votar”, frisou, acrescentando que lançou um “repto ao município para publicar esses relatórios que continuam escondidos algures”.

Uma crítica que Vítor Pereira desvaloriza, afirmando que se trata de “tentar esconder o facto de que o grupo municipal teve uma boa performance”, tentando “levantar a suspeição” quando o que é facto são os resultados “muito positivos do grupo”, afirmou o autarca.

Segundo números avançados pelo edil, no final de 2018 a dívida a médio e longo prazo do grupo era de 49 milhões de euros, o que significa uma redução de 8 milhões de euros, face aos 57 milhões de 2017. Já a dívida a curto prazo teve uma redução de 2,2 milhões de euros, passou de 8,9 milhões em 2017, para 6,6 em 2018.

A divida a outros credores teve uma redução de 69%, passou de 2,1 milhões para 655 mil e a divida às juntas de freguesia, era no final de 2017 de 262 mil, e em 2018 de 108 mil euros.

Números que para a maioria socialista na autarquia significam um “bom resultado em termos financeiros, uma trajetória que já vem de outros anos”, salientou ainda Vítor Pereira.

Um resultado que leva o edil a avançar que a partir do verão “o município tem intenção de pagar a 30 dias aos seus fornecedores”.

Já sobre a apresentação de contas das empresas municipais, nomeadamente ICOVI, AdC e Parkurbis, o presidente avança que irá promover uma reunião extraordinária da autarquia para os administradores apresentarem os documentos ao executivo, acrescentado que na Assembleia Municipal de setembro, o mesmo será feito aos eleitos naquele órgão.