Transportes Covilhã: Novo contrato de 6 meses para “evitar suspensão do serviço” criticado pela oposição

A Câmara Municipal da Covilhã avançou com novo contrato de concessão de transportes por mais seis meses, com um custo de 735 mil euros, de forma a “não suspender o serviço”, explicou o presidente da Câmara. A oposição considera que a Câmara paga mais de 700 mil euros, num contrato feito “no sentido de andar a empurrar com a barriga”.

O ponto fazia parte da reunião privada do executivo, mas apenas para conhecimento do elenco camarário. Pedro Farromba, vincou que mesmo sem votar a oposição “tem que fazer contas” e de cada vez que há uma prorrogação deste contrato a “Câmara desembolsa mais de 700 mil euros, já são mais de 4 milhões de euros, sempre no sentido de andar a empurrar com a barriga, até que o concurso da mobilidade esteja concluído”, disse.


O vereador recordou também as críticas que fez, durante a campanha eleitoral, ao concurso de mobilidade que está a decorrer, usando a palavra “monopolista” para o descrever. Destaca também que “os elevadores e funiculares estão encerrados”, há dezenas de bicicletas elétricas nos armazéns da Câmara, desde antes do verão passado, “sem saber o que lhes vai acontecer”, os postos de carregamento não são utilizados, o mesmo “com as coisas parecidas com ciclovias” que foram construídas, “e continuamos à espera que haja uma resolução efetiva deste assunto, sendo que a nossa posição é não concordar com a questão monopolista da concessão”, disse.

Vítor Pereira explica que a demora neste processo se prende com o tempo que a “Autoridade da Concorrência” levou a emitir parecer sobre o contrato de concessão, o que já aconteceu, estando agora a aguardar o visto do Tribunal de Contas e, face a esta situação, “não se pode suspender o serviço de transportes, e por isso temos que continuar a prestá-lo uma vez que é fundamental para as nossas populações, não pode parar”, reforçou o autarca.

“Gostava que neste momento já estivesse o concurso concluído”, vinca o presidente, explicando que colocar em funcionamento a mobilidade suave (trotinete e bicicleta elétricas), elevadores e funiculares seria “subverter” os termos da concessão, que, recordou, contempla esses equipamentos, o estacionamento à superfície e subterrâneo e a manutenção e criação de abrigos para passageiros, defendendo que “deve entrar em funcionamento de uma só vez e de forma harmoniosa”.