“Casa para Viver” é o nome do movimento que está por trás do protesto nacional pelo direito à habitação e, também, a principal reivindicação para a manifestação a ter lugar em várias cidades no dia 30. Na Covilhã tem lugar às 15:00, na Praça do Município e é organizado pelo coletivo Covilhã a Marchar.
No manifesto convocatório, que pode ser subscrito pela população antes ou durante o protesto, está descrito que “a crise da habitação não diz respeito apenas a Lisboa e ao Porto, mas sim, a todo o país”.
O coletivo aponta que a “Estratégia Local de Habitação (ELH) estima que na Covilhã 15% dos edifícios estejam degradados e com necessidade de reparações estruturais, criando focos de insalubridade e insegurança urbana. Em 2011, havia 1.313 alojamentos familiares sobrelotados. Avolumam-se também outros problemas, como a pobreza energética. “Identificou 221 agregados em carência habitacional, entre estes, 183 agregados familiares (que integram pelo menos 396 pessoas) habitam em condição indigna”, descreve a nota
Rendas com tetos máximos; limites no aumento das prestações de crédito habitação; proibição temporária da venda de imóveis a fundos estrangeiros; fim das casas vazias e que estas sirvam a quem procura um teto para viver; contratos de arrendamento longos e estáveis; soluções públicas de arrendamento acessível, social e de emergência e mais residências para estudantes, a preço acessível, são algumas das reivindicações do manifesto.