No seu 10º Encontro Regional, a Inter-reformados reivindicou melhores pensões e melhores condições de acesso à saúde, de habitação e de mobilidade e transportes. Na sessão foi eleita, por maioria, a nova direção distrital da organização para o próximo quadriénio.
Em declarações aos jornalistas, Luís Garra, coordenador da Inter-reformados, reforçou que as questões reivindicadas requerem uma “forte intervenção”.
“São matérias que requerem uma intervenção muito forte, nada nos cai do céu aos trambolhões. As questões da saúde são questões muito sensíveis, então para os reformados por maioria da razão; a questão da habitação é hoje uma questão central, não há despejo, mas há pressões para que as pessoas se vão embora, porque os reformados habitam em casas com rendas baixas e, portanto, a saída deles propicia novos negócio; temos as questões da mobilidade e dos transportes, onde a gratuitidade é uma questão central, não apenas na Covilhã, mas na Cova da Beira”, afirmou.
A carta reivindicativa, aprovada por unanimidade, que também inclui questões relacionadas com a segurança social e a gestão dos lares, vai ser apresentada ao poder central, ao poder local e também às forças políticas que vão concorrer às eleições legislativas e às eleições autárquicas, explicou Luís Garra. “Vamos avançar porque é a condição para podermos ter resultados nos objetivos que apontámos”, disse.
“Isto requer uma intervenção muito forte. Nós, a Inter-reformados e as associações de reformados, só por si não conseguimos estes objetivos, precisamos de mais apoio por parte dos reformados”, apelou.
Durante a primeira reunião da nova direção, a realizar na próxima quarta-feira, dia 8 de abril, vai ser eleito o próximo coordenador da Inter-reformados. Questionado sobre a sua disponibilidade para o cargo, Luís Garra garantiu que as condições da reunião é que vão ditar o futuro.
“Quanto ao futuro, eu não posso dizer que vou estar ou não disponível. As condições concretas da primeira reunião é que vão ditar o que é que se vai passar. Eu nunca deixarei cair esta organização, mas também não estou numa atitude de «tem de ser, tens de continuar». Não. Se houver soluções, ótimo. Eu estou cá é para ajudar. Felizmente já tive anos suficientes de participação cívica, política e sindical e não preciso destes espaços para ser respeitado e acarinhado por toda a gente”, assegurou.
No encontro, a União de Sindicatos de Castelo Branco destacou a realização da Sessão Pública «SNS corre perigo. É preciso defendê-lo», no próximo dia 8 de abril, pelas 14:00, no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã. No próximo sábado, dia 5, acontece, ainda, uma manifestação nacional por “mais salário e melhores pensões”, em Coimbra, Porto e em Lisboa.
O 10º Encontro da Inter-reformados, da União de Sindicatos de Castelo Branco, aconteceu ontem, dia 3, na Sede do Sindicato Têxtil da Beira Baixa. Teve como lema “Por Reformas e Pensões Dignas – Melhor Saúde – Mais Proteção Social – Habitação Acessível – Transportes Gratuitos”.