Assembleia de Freguesia da UF Covilhã e Canhoso aprova orçamento de 623 mil euros para 2026

O Orçamento da União de Freguesias Covilhã e Canhoso (UFCC) para 2026, no valor global de 623 mil euros, foi aprovado esta segunda-feira, na Assembleia de Freguesia. O montante representa mais 23 mil euros do que o orçamento do ano anterior.

A proposta foi aprovada com 7 votos a favor e 6 abstenções por parte da oposição, sendo que não existiu qualquer voto contra os documentos apresentados.


O Presidente da União de Freguesias Covilhã e Canhoso afirmou que se trata de um orçamento possível, mas realista.

“Este é realmente o nosso primeiro orçamento, é o orçamento possível. É um orçamento que achamos que é realista, que foi feito ainda com base no que existia. Porque não podíamos estar aqui a inventar nada, neste momento, nem com o tempo que tínhamos. Portanto, estamos a crer que para 2027 o orçamento já terá mais a cara do que nós queremos fazer”, começou por dizer.

“Nós acreditamos que este plano de atividades já traz algumas transformações, algumas novidades. Pensamos que este plano e orçamento é aquele que nos dá, para já, as primeiras garantias de que conseguimos executar uma melhoria significativa na vida e na forma como os nossos fregueses, os covilhanenses e os canhosenses olham para esta união de freguesias. Eu gostaria muito que o investimento também fosse maior”, concluiu durante a sua intervenção.

O membro eleito do Partido Chega, Armindo Rosa, admitiu que se tratam de valores “aceitáveis e realistas” para o ano 2026.

Já Miguel Fiadeiro, membro eleito da CDU começou por destacar a clara melhoria nos objetivos e na estratégia, no entanto, “o orçamento continua aquém do que é necessário e se exige.”

“São muitas as medidas, com as quais estamos de acordo, algumas das quais já foram propostas pela CDU há muito tempo. Esperamos que se concretizem o mais breve possível, como: a melhoria do regulamento ao apoio do associativismo, a criação do regulamento e atribuição de vouchers, o fomento da partição das populações e a descentralização das assembleias de freguesia, a dinamização cultural e desportiva”, começou por frisar.

“O orçamento não discrimina de forma suficiente e clara as despesas, e não permite identificar o que vai ser realizado ao longo do ano em termos de investimento. Consideramos que não basta mudar o tom, a atitude e não queremos desvalorizar essa mudança, que registamos positivamente, mas a realidade é que este orçamento continua aquém do que é necessário e se exige”, concluiu Miguel Fiadeiro.

Para Cristina Granado, substituta de Sérgio Martins do Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP), na Assembleia de Freguesia, não é o momento de “fazer previsões”, mas sim aceitar esta “proposta de estimativas.”

Sónia Moreira, da coligação “+ Covilhã” e 1ª secretária, destacou o facto do investimento ser “reduzido” e “disperso”, centrando-se em “eventos, ações de animação e sensibilização.”

Deixa ainda a proposta de se fazer a transmissão online das reuniões da União de Freguesias, considerando esta “uma forma de aproximar ainda mais a população das decisões públicas.”

Para além disso, a 1ª secretária considera que este é um orçamento com “boas intenções”, mas “carece maior foco.”

Em resposta à eleita da coligação “+ Covilhã”, Francisco Mota, Presidente da UFCC, deixou claro que é necessário pôr a “casa bem organizada.”

“Precisamos de pôr esta casa bem organizada. Estamos a trabalhar afincadamente para isso. Não tenho dúvida nenhuma que o vamos conseguir. Temos aqui ainda um período de algumas dificuldades. Será maior do que aquilo que eu pensava, mais duradouro, mas não tenho dúvida nenhuma de que depois dele completamente superado teremos uma União de Freguesias Covilhã e Canhoso a trabalhar melhor”, rematou.

João Morgado, membro eleito do PSD, deixou ainda a mensagem de que a oposição vai estar “atenta”, mas dar espaço à governação.

“O PSD não se opõe a nenhuma destas ideias e colaborou com algumas. Opomo-nos sim ao imobilismo, opomo-nos à inação que tantas vezes vimos no passado, aos anúncios sem concretização, às promessas sempre adiadas.  Cabe à oposição estar atenta, fiscalizar, corrigir desvios quando eles surgirem, mas também dar espaço à governação”, disse.

Na assembleia foi também aprovado o mapa de pessoal dos serviços de freguesia para 2026, com 12 votos a favor e 1 abstenção.