O presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, criticou a falta de concretização do plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela, alertando que a região não pode continuar “de desgraça em desgraça” sem que os apoios prometidos se materializem no terreno.
O autarca sublinhou que, passados vários anos desde os incêndios de 2022, e após a aprovação do plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela, continua a faltar o essencial.
“A verdade é que nós não podemos andar de desgraça em desgraça, de catástrofe em catástrofe, a fazer levantamentos, a identificar prejuízos, a obter promessas e compromissos de apoio, e eles não chegarem ao terreno. O que nós esperamos é que, no caso concreto, o Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela possa rapidamente ser dotado financeiramente pelo Governo de instrumentos que nos permitam a sua concretização”, disse.
As declarações foram feitas no habitual encontro com os jornalistas, no final da reunião privada da autarquia, na última sexta-feira, quando o presidente da Câmara fazia o balanço da audição dos autarcas que integram a Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela na comissão de Economia e de Coesão Territorial, no Parlamento.
Apesar das críticas, Hélio Fazendeiro considerou que a recente audição na Assembleia da República representa “mais um passo” no processo, sobretudo no plano político, ao permitir reforçar apoios junto dos partidos para viabilizar a dotação financeira do plano.
O objetivo da audição, apontou ainda o Presidente da autarquia covilhanense, passou por reiterar junto dos deputados a urgência de concretizar o plano de revitalização que, recorde-se, foi aprovado pelo Governo PS com uma avaliação de 155 milhões de euros, e que inclui projetos considerados estruturantes para a Covilhã, como a Barragem das Cortes, a ligação rodoviária entre Verdelhos e o Poço do Inferno, a intervenção na escola Quinta da Lageosa e a construção do IC6.
Hélio Fazendeiro voltou ainda a defender que o interior deve ser encarado como uma oportunidade estratégica para o país, apelando ao Governo para que avance com medidas concretas que permitam transformar compromissos políticos em investimentos reais no território.
