Belmonte: Susana Miranda assume liderança da Empresa Municipal após prejuízo de 116 mil euros

Susana Miranda é a nova presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Promoção e Desenvolvimento Social do Concelho de Belmonte (EMPDS), substituindo Joaquim Costa, numa altura em que a empresa apresenta um prejuízo de cerca de 116 mil euros em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Belmonte, António Luís Beites, durante a Assembleia Municipal, onde foram também aprovadas, por maioria, as contas da empresa. Além de Susana Miranda — funcionária da EMPDS há vários anos, ligada aos espaços museológicos da vila — o novo conselho de administração integra Marta Santos e Vítor Gregório, ambos eleitos do Nós Cidadãos na Assembleia Municipal.


Segundo António Beites, a reestruturação permitirá uma poupança anual entre 25 e 30 mil euros, uma vez que a presidência do conselho deixa de implicar um “encargo externo exclusivo” com vencimento.

Apesar do prejuízo de 2025, António Beites alertou para um novo desafio em 2026, relacionado com a quebra de visitantes, sobretudo no Museu Judaico, que associa ao conflito no Médio Oriente. “Os números estão muito aquém do que foram em 2025”, disse, admitindo impacto negativo nas receitas.

As contas da EMPDS mereceram críticas do PSD, cuja bancada optou pela abstenção. O líder da bancada social-democrata, Tiago Gaspar, classificou a situação financeira como “preocupante”.

“Uma missão pública não dispensa rigor financeiro, exige-o ainda mais”, afirmou, sublinhando ainda o capital próprio negativo, a degradação da tesouraria e a existência de dívida fiscal em pagamento faseado até 2029.

Ainda assim, o social-democrata distinguiu responsabilidades políticas, considerando que grande parte dos problemas financeiros resulta da gestão do anterior executivo socialista, embora tenha defendido que cabe agora ao atual executivo do Nós Cidadãos definir uma estratégia para a empresa municipal.

O PSD felicitou ainda a nova administração, desejando sucesso a uma missão que classificou como “difícil, exigente e importante para Belmonte”, ao mesmo tempo que exigiu a apresentação de novos instrumentos de gestão previsional até junho deste ano.