Na reunião pública da Câmara Municipal da Covilhã, o vereador Eduardo Cavaco (CDS/IL) levou ao período antes da ordem do dia várias críticas e alertas sobre acessibilidades e manutenção de espaços públicos.
Jardim de Infância de Cantar-Galo: barreiras físicas e falta de resposta

Eduardo Cavaco relatou uma visita ao Jardim de Infância de Cantar-Galo, onde aponta graves problemas de acessibilidade para uma criança com paralisia cerebral.
“Todos os dias, esta criança chega ao Jardim de Infância numa cadeira adaptada e encontra logo à entrada o primeiro obstáculo, escadas.”
O vereador criticou a ausência de soluções prometidas no início do ano letivo para minimizar os problemas relatados: “Passados nove meses, aquilo que deveria ser prioridade continua sem resposta efetiva.”
Sublinhou, ainda, a falta de condições básicas: “Nem rampas, nem adaptações, nem acessibilidades mínimas.”
Além da acessibilidade, referiu ainda outras necessidades no edifício, como janelas, piso e portas, bem como o mau estado da estrada de acesso.
Parque da Floresta e circuito de manutenção: degradação visível

Sobre o Parque da Floresta, Cavaco alertou para sinais de abandono num espaço que considera emblemático da cidade.
“Bancos e mesas partidos, casa de banho a céu aberto, […] recinto sujo, lixo.”
Também criticou o estado do circuito de manutenção, apontando degradação dos equipamentos e falta de cuidado na limpeza e remoção de resíduos vegetais: “O material cortado permanece no local, deixando um verdadeiro rastilho no terreno”, disse.
E deixou um alerta político direto: “Não podemos normalizar a degradação progressiva dos espaços públicos.”
Resposta do executivo: manutenção e dimensão do território

O presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, respondeu defendendo o trabalho contínuo do município e a dimensão do concelho.
“Somos, de facto, um concelho com 555 quilómetros quadrados, com uma grande diversidade de património natural e edificado, bem como de estradas, passeios e edifícios públicos. Não tenho qualquer dúvida de que não lhe vai faltar matéria, apesar de toda a nossa dedicação, quer do Executivo, quer dos Serviços Municipais, quer das Juntas de Freguesia. Trabalhamos diariamente — e isso é reconhecido, ou pelo menos visível no terreno — para melhorar as condições do espaço público e das infraestruturas públicas. Diria mesmo que não lhe faltará matéria para, ao longo destes quatro anos, encontrar sempre um buraco ou uma escada fora do sítio para fazer as suas intervenções”.
Hélio Fazendeiro garantiu que “todos os dias” o Executivo e os serviços municiais, bem como as Juntas de Freguesia estão “em permanência a trabalhar para melhorar as condições de utilização de todos os espaços que dependem das autarquias, da Câmara Municipal, das Juntas de Freguesia, e, portanto, é isso que lhe posso dizer”, concluiu.
