A XIII Assembleia da Organização Concelhia da Covilhã do PCP aprovou, por unanimidade dos militantes presentes, a composição da futura Comissão, com a entrada de cerca de 10 elementos e a saída de 3, formando uma lista de 21 elementos. A aprovação aconteceu durante a Assembleia, que se realizou no dia 17 de maio, no Auditório da Junta de Freguesia da Boidobra.
Foi também aprovada a resolução política/plano de ação para os próximos anos e uma moção de defesa da paz no mundo, apelando à resolução de conflitos através do diálogo e da diplomacia.
“Altura de se fazer uma nova reflexão”
“Era a altura de se fazer uma nova reflexão.” Estas foram palavras proferidas por Vítor Reis Silva, membro do partido, relativamente ao documento apresentado e aprovado em Assembleia.
“Este documento analisa vários setores da vida, nomeadamente concelhia, nas várias áreas, como a luta das mulheres, pela habitação ou pelos transportes. Nós damos à população o nosso esforço, as nossas motivações, não no sentido de atingir o poder ou estar no poder, mas no sentido de melhorarmos as condições de vida dos trabalhadores, das empresas e das populações. Numa das frases que está no documento, nós trabalhamos para a felicidade do ser humano”, disse.
Ainda sobre a lista que vai integrar a nova comissão, Vítor Reis Silva salientou a ampliação do número de elementos e a renovação da comissão conciliar.

Organização do partido
Um dos temas abordados durante a Assembleia, foi a organização do partido. Otávio Augusto, membro da Comissão Política do Partido Comunista Português (PCP) admitiu aos jornalistas, que é necessário reforçar a organização, para que o partido possa intervir em mais localidades.
“É preciso reforçar a organização do Partido, criar condições para que o Partido possa intervir mais e melhor em mais localidades, em muitas áreas da vida do país, da região e do distrito, porque reconhecemos as nossas próprias limitações. Não estamos em todo lado, não conseguimos fazer tudo o que poderíamos e deveríamos fazer, e o país precisa disso, porque há muitas situações em que se não formos nós a colocar o problema, a apresentar a proposta, a denunciar a situação na Assembleia da República, isso não acontece”, começou por referir.
“Portanto, a voz do PCP é muito importante, é precisa de uma maior ligação aos problemas dos trabalhadores, das populações, onde há um problema o PCP tem de estar”, concluiu.

Problema do rejuvenescimento do partido
Outra das questões abordadas foi o rejuvenescimento do Partido Comunista Português. Segundo Otávio Augusto, o PCP está cada vez a chegar a mais jovens, no entanto, ainda não estão satisfeitos, querem mais.
“Este problema do rejuvenescimento é uma questão que se põe até do ponto de vista de passar testemunho, a experiência. Há muita gente com uma idade mais avançada, que tem responsabilidades e tarefas no partido, mas precisamos de trazer cada vez mais gente nova. Estamos a fazer esse esforço e em alguns casos está a ser bem sucedido, mas precisamos de fazer muito mais, porque nestas camadas mais jovens é também onde há mais problemas de participação”, afirmou o membro da Comissão Política.
Para trazer mais gente e rejuvenescer o partido, o dirigente admitiu ser necessário serem mais audazes e sobretudo contactar, de modo a ir em busca de novas gerações.
