O Teatro Municipal da Covilhã iniciou 2026 com um balanço expressivo: 44 atividades realizadas no primeiro trimestre e um total de 5.306 espectadores contabilizados, números que poderão ainda ser superiores, segundo a vereadora da Cultura, Regina Gouveia.
A responsável apresentou o relatório na reunião pública da Câmara Municipal da Covilhã, onde destacou o arranque de “um novo ciclo” para o equipamento cultural. “O primeiro trimestre de 2026 marcou um novo ciclo desta nossa grande infraestrutura cultural”, afirmou.
Do total de iniciativas realizadas entre janeiro e março, destacam-se 36 exibições, sete residências artísticas, uma instalação, cinco coproduções e dois eventos, num período marcado não apenas pela programação, mas também pelo reforço da criação artística, da mediação cultural e das parcerias institucionais.
Regina Gouveia sublinhou a mudança de paradigma na estratégia do Teatro: “o Teatro não é apenas programação, mas articula criação, mediação e pensamento contemporâneo como deve ser a política e a estratégia de uma infraestrutura cultural como esta”.
Na área da criação, o destaque vai para o lançamento do ciclo Blocos Erráticos, que envolve quatro dramaturgos em residência a desenvolver obras originais centradas na relação entre a cidade e a montanha. Em paralelo, o eixo Vertigo começou a afirmar-se como uma linha dedicada às artes sonoras e às linguagens musicais contemporâneas.
O reforço das residências artísticas e da cocriação surge também como prioridade, com a consolidação de redes de colaboração. “Estamos a consolidar uma rede de colaboração essencial à sustentabilidade e circulação dos projetos artísticos”, afirmou.
No campo da mediação cultural, o teatro intensificou a ligação ao público escolar, com mais oficinas e espetáculos dirigidos a crianças e jovens. Já o programa Cultura para Todos permitiu trazer ao teatro seis freguesias durante o primeiro trimestre, numa estratégia de descentralização que deverá continuar ao longo do ano.
O período ficou ainda marcado pelo reforço de parcerias, nomeadamente com a Universidade da Beira Interior, incluindo a introdução de sessões de cinema no TMC e a realização de iniciativas em espaços universitários, como o Museu dos Lanifícios. A primeira edição do Festival Multiverso e o regresso do ciclo de Teatro Universitário reforçam igualmente esta dinâmica colaborativa.
Apesar dos 5.306 espectadores registados, Regina Gouveia alertou que o número real poderá ser mais elevado: “há iniciativas em que há outros espectadores que não correspondem a saídas de bilhetes, por isso podem ter sido mais”.
O balanço do primeiro trimestre evidencia, assim, um arranque de ano marcado por crescimento da atividade, diversificação da programação e reforço da ligação à comunidade, consolidando o papel do Teatro Municipal da Covilhã como um dos principais polos culturais da região.
