Promovida pela sociedade civil, vai ser realizada uma manifestação “Mega-centrais – Beira Baixa Exige Respostas”, no dia 6 de maio, pelas 13:00, junto à sede da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Castelo Branco.
Segundo nota enviada à RCC, esta iniciativa “expressa a indignação dos cidadãos pela falta de transparência da APA em relação aos projetos das mega – centrais fotovoltaicas Beira(1) e Sophia(2) que abrangem os concelhos de Penamacor, Fundão, Idanha-a-Nova e Castelo Branco.”
No que diz respeito à Beira, a consulta pública encerrou a 14 de janeiro, com um parecer negativo da APA, anunciada pela Ministra do Ambiente, no dia 29 de dezembro. Quanto à Sophia, depois da recolha de contributos, terminada a 20 de Novembro, a consulta encontra-se em análise.
“Esta é uma situação inaceitável e a sociedade civil exige explicações muito urgentes e claras por parte das entidades responsáveis – APA e Governo. Para além disso questionamos também quais as infraestruturas associadas ao Hidrogénio Verde, bem como à economia digital, designadamente Centros de Dados, cujos efeitos negativos são cada vez mais evidentes”, pode ler-se ainda na nota.
Como consta na petição “Pela proteção e defesa da Beira Baixa e pela suspensão dos megaprojetos fotovoltaicos Sophia e Beira”, os organizadores deste movimento admitem que o processo deve passar por projetos descentralizados e integrados, que preservem a coesão social e a integridade ecológica da Beira Baixa.
Apelam ainda aos executivos camarários, que se juntem à sociedade civil, na defesa democrática e incondicional da transparência, bem como na partilha de informação estratégica, tornando pública de forma atempada, acessível e transparente para os cidadãos.
Relembrar que a manifestação é organizada pelo Movimento Cívico Gardunha Sul, Quercus Castelo Branco, Cidadãos pela Beira Baixa, Prout Research Institute Portugal, Cova da Beira Converge, Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional.
