O Município da Covilhã, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, promoveu ações de apresentação e implementação, este sábado, do programa “Aldeias Seguras”, nas localidades de Casal da Serra, Sarzedo, Gibaltar e Atalaia.
O programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras” tem como principal foco preparar a população para o risco de incêndio, promovendo o conhecimento de medidas de autoproteção, procedimentos de evacuação e comportamentos a adotar em caso de emergência.
Em cada uma das aldeias foi definido um “oficial de segurança”, que vai avisar as pessoas e fazer ponte com as autoridades, de modo a garantir que todos cumpram corretamente todos os passos, até chegar aos locais de abrigo, também já definidos previamente.
Esta iniciativa, implementada desde 2017, já chegou a várias aldeias do concelho, nomeadamente na zona sul. Agora é a vez de alguns locais de risco de incêndio, da zona norte, receberem o programa.
Na apresentação em Casal da Serra, Luís Marques, vereador da Câmara Municipal da Covilhã (CMC), com o pelouro na segurança e proteção civil, frisou algumas ações a desenvolver quando se pensa nas “Aldeias Seguras”.
“Identificar e avaliar os aglomerados críticos, proteger os aglomerados através das faixas de gestão de combustível, identificar o oficial de segurança local, identificar e criar mecanismos de avisar a população, preparar os locais de abrigo e de refúgio, operacionalizar o kit de abrigo, elaborar um plano de evacuação, instalar sinalética e realizar treinos/ exercícios que nos permitam identificar hipóteses de melhoria”, começou por dizer.
O autarca admitiu a importância destes programas e afirmou que a prioridade do trabalho da proteção civil é proteger as pessoas, garantir a salvaguarda da vida humana e também dos animais, que também já está contemplado no novo Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.
Este novo plano foi apresentado na última reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil e vai à aprovação de reunião de câmara, com abertura da discussão pública.
“É um novo plano, já ajustado àquilo que são as novas regras, da elaboração dos planos municipais de emergência. Muito mais completo que o anterior. Vai para a discussão pública durante 30 dias e depois regressa à Câmara Municipal para ser aprovado. Vai ser aprovado definitivamente em Assembleia Municipal. Nós estamos a apresentar o plano antes do verão, mas o plano que vai estar em vigor durante toda esta fase é o plano anterior. Estamos a antecipar-nos para que no inverno já tenhamos um novo plano. Estamos a fazer a parte burocrática agora para que depois, no inverno, nós possamos pôr o plano a funcionar”, disse Luís Marques.
Oficial de Segurança Local e Locais de Abrigo
O oficial local da aldeia de Casal da Serra vai ser Bruno Aguiar, uma pessoa que vive na localidade, conhece toda a gente, sabe onde moram as pessoas, e muitas vezes no verão, sabe quem veio de férias.
O vereador com o pelouro na CMC da segurança e proteção civil explicou a escolha, frisando que o oficial de segurança local é o elemento-chave do aglomerado.
“É um voluntário, é uma pessoa que não tem responsabilidade jurídica sobre nada, isto é, não fica aqui com uma autoridade que lhe permita, primeiro, obrigar as pessoas, mas também não fica com a responsabilidade de um dia até estar de férias e há aqui um incêndio e não estava cá, portanto não tem responsabilidade jurídica. É um facilitador na relação município, junta de freguesia, agentes de proteção civil e comunidade. É com ele que os serviços municipais de proteção civil e autoridade vão falar primeiro, para tentar perceber onde é que estão as pessoas e se já foi feita a evacuação”, argumentou o autarca.
Quanto ao local de refúgio, é um sítio amplo e aberto, onde exista um menor risco de incêndio. Neste caso, o local escolhido foi o largo junto ao Grupo Desportivo Casalense. Já o local de abrigo, é sempre fechado e foram escolhidos o grupo e a capela, de modo a conseguirem ser levados alimentos e ficar à disposição o kit de primeiros socorros.
Relativamente ao kit de emergência, é recomendado ter uma mochila com: um rádio/lanterna, colete refletor, apito, estojo de primeiros socorros, garrafa de água, medicação habitual, comida, produtos de higiene pessoal, muda de roupa, lista com contactos de familiares/amigos e cópia de documentos importantes.

Recorde-se que as sessões de sensibilização do projeto contaram com a presença do vereador com o pelouro da segurança e proteção Civil, Luís Marques, bem como de representantes da Guarda Nacional Republicana, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do Serviço Municipal de Proteção Civil e das Juntas e Uniões de Freguesia.
