CMC aprova trabalhos complementares nas obras dos Centros de Saúde da Covilhã e Teixoso

A Câmara Municipal da Covilhã aprovou por maioria, com abstenção do PSD, os trabalhos complementares nas obras de intervenção do Centro de Saúde da Covilhã e das obras de reabilitação do Centro de Saúde do Teixoso.

Foi aprovado um valor de 19.782,39 euros destinado aos trabalhos do Centro de Saúde da Covilhã, enquanto para o Centro de Saúde do Teixoso foi destinada a verba de 10.583,73 euros.


A proposta foi aprovada por maioria, com uma abstenção do PSD. Jorge Simões, vereador do Partido Social Democrata, absteve-se afirmando que “mais uma vez andamos com trabalhos de empreitada em que os complementares se aproximam dos 50 por cento que é o limite de trabalhos complementares que podem ser aprovados.”

Quanto ao Centro de Saúde da Covilhã, os trabalhos complementares estão em 162.940 euros, o que corresponde a 36 por cento do preço inicial. O vereador do PSD afirma ainda que no Centro de Saúde do Teixoso faltam elementos indispensáveis para avaliar a necessidade dos trabalhos.

“Outros trabalhos também complementares no Centro de Saúde de Teixoso, que são considerados eventualmente necessidades dos trabalhos, mas os processos que foram enviados eram insuficientemente instruídos, faltando elementos indispensáveis para avaliar a necessidade e a responsabilidade financeira, bem como a respetiva quantificação”, referiu Jorge Simões.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, disse que as obras que estão a ser feitas nos Centros de Saúde já tinham sido identificadas e projetadas pelas autoridades de saúde que geriam os espaços.

“Entretanto, apareceu o PRR que permitiu financiar estas obras e, com a delegação de competências, transferiram para a Câmara Municipal o projeto e a competência de ser dono de obra. A CMC, considerando aquilo que era o seu envolvimento e aquilo que eram os prazos da execução do PRR, vê-se confrontado com a concretização e a materialização de um projeto que não é da sua responsabilidade, no qual, no fundo, pega já com ele concretizado com uma limitação de valores inscritos, porque foi entregue o projeto e o valor que estava inscrito na candidatura”, começou por dizer o autarca.

Na sua explicação, relativamente ao questionamento do vereador Jorge Simões, Hélio Fazendeiro explicou ainda que os problemas só são possíveis de identificar à medida que as obras vão avançando.

“Os problemas que vamos encontrar só são possíveis de identificar à medida que vamos avançando com as obras. Foi este o caso. Houve um conjunto de intervenções, um conjunto de necessidades que não eram e não estavam perspetivadas naquilo que era o caderno de encargos inicial, naquilo que era o projeto inicial previsto pelas autoridades de saúde e que acabaram por ser necessárias fazer essa correção dentro de obra, porque não podiam ser feitas antecipadamente, nem fazia sentido concluir a obra sem fazer essas correções”, concluiu o presidente.

Do outro lado, Eduardo Cavaco, vereador da coligação + Covilhã, que votou favoravelmente a esta proposta, acredita que os trabalhos complementares só vão servir para valorizar os Centros de Saúde.

“Eu acredito que estes trabalhos complementares, na minha ótica, vão valorizar o Centro de Saúde, que estava muito degradado e que vai tornar a vida mais fácil para quem lá trabalha e para quem vai usufruir do espaço”, disse o vereador.

Recorde-se que os trabalhos complementares foram aprovados nestas obras, que já se encontram em andamento.