A Feira de São Tiago abriu ontem portas na Covilhã para mais uma edição daquele que é um dos mais emblemáticos certames da região. Ao longo de 11 dias, o recinto recebe centenas de expositores, espaços de restauração, animação, diversões e um cartaz musical que promete atrair mais de 100 mil visitantes.
Na inauguração do evento, o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, destacou o peso histórico da feira, sublinhando que se pretende “manter a tradição que já dura há 615 anos”. O autarca recordou que “a primeira edição da Feira de São Tiago data de 1411” e que apenas os anos da pandemia interromperam a sua realização.
Para esta edição, o município introduziu várias novidades no recinto. “Esta feira vai ter um conjunto de pequenas particularidades que os visitantes vão aperceber-se quando vierem. Temos mais restauração, temos mais pontos de exposição, temos também mais espaços de diversão”, explicou Hélio Fazendeiro.
Entre as principais alterações estão a reorganização de vários espaços, incluindo o local destinado ao município, novas localizações para os palcos e para as tendas de animação após os concertos. Ao todo, serão quatro palcos a receber artistas nacionais, regionais e locais, associações, grupos folclóricos e bandas, além de mais de uma dezena de equipamentos de diversão.
“É um espaço de encontro, de afirmação não só da parte económica, mas também cultural de uma região, não só da Covilhã, mas de toda a região”, destacou o presidente.

Sendo esta a primeira Feira de São Tiago do atual mandato, Hélio Fazendeiro assumiu a intenção de continuar a fazer crescer o evento.
“O nosso objetivo é não só consolidar essa marca que já hoje existe, mas fazê-la crescer, torná-la mais atrativa, ir adaptando e ir inovando com aquilo que é necessário para manter esta feira com a dimensão supraconcelhia, suprarregional que já hoje tem.”
O autarca revelou ainda a expectativa de ultrapassar os 100 mil visitantes durante os 11 dias do certame, salientando que muitos chegam de fora do concelho. “Há já hoje muitas pessoas, nós esperamos mais de 100 mil pessoas ao longo destes 11 dias. Muitas destas pessoas vêm de fora do concelho da Covilhã e vêm expressamente porque gostam do artista que vêm ver atuar, ou vêm aproveitar o espaço de restauração, o espaço de diversão ou o espaço de comércio e de empresas.”
Para Hélio Fazendeiro, a feira representa também um importante motor de promoção turística da região, permitindo conciliar a visita à Serra da Estrela, às aldeias e às praias fluviais com a oferta cultural e de lazer da cidade durante a noite.
Questionado sobre o principal objetivo desta edição, respondeu sem hesitar: “Uma boa experiência e uma boa memória, para uns e para outros.” O presidente espera que os visitantes encontrem “um espaço de lazer” que lhes permita criar memórias e que os expositores possam aproveitar o certame para divulgar a sua atividade e criar oportunidades de negócio.
Quanto ao futuro, Hélio Fazendeiro admitiu que gostaria de ver a Feira de São Tiago instalada num novo espaço.
“Eu gostaria que nós tivéssemos condições no futuro para ter um outro espaço para a Feira de São Tiago”, afirmou, embora reconheça que esse objetivo dificilmente será concretizado durante o atual mandato. A ambição passa pela criação de um parque da cidade que possa acolher grandes eventos, incluindo a histórica feira covilhanense.
A parceria entre a Câmara Municipal e a Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor mantém-se, considerando o autarca que tem sido “uma parceria frutuosa para ambos”, reforçando a ligação entre o evento e o tecido empresarial da região.

Quanto às atuações no palco principal, ontem o recinto encheu para ouvir Quim Barreiros. Diogo Piçarra atua hoje, seguindo-se, a 18 de julho, João Gil e Sara Correia. Plutónio sobe ao palco no dia 19. Depois de uma pausa nos concertos principais, a música regressa a 23 de julho com Vizinhos, seguindo-se Bárbara Bandeira (24), Pedro Abrunhosa (25) e, no encerramento, Inês Vasconcellos e Rita Guerra (26). As atuações estão marcadas para as 22h30, exceto nos dias com mais de um espetáculo.
