O projeto HereditArte Lab, em desenvolvimento no Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, conquistou um financiamento de 200 mil euros da Fundação ”la Caixa”, no âmbito do programa Promove – O Futuro do Interior, desenvolvido em parceria com o BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
O apoio permitirá reforçar o laboratório científico de análise de obras de arte criado recentemente no Parkurbis Lab, destinado à salvaguarda, diagnóstico e restauro do património cultural do Interior, com enfoque inicial na pintura.
O consórcio é liderado pelo ICSP – Instituto de Conservação e Salvaguarda do Património e pelo Parkurbis, integrando ainda a Universidade da Beira Interior, a Universidad de Extremadura e a empresa de inteligência artificial CDN-Core. O projeto conta também com o apoio do Município da Covilhã e de várias entidades, entre as quais as Dioceses de Coimbra e da Guarda, a Santa Casa da Misericórdia da Covilhã, as Uniões de Freguesias da Covilhã e Canhoso e de Teixoso e Sarzedo, bem como a Associação Cultural Moostra.
Com uma duração prevista de 24 meses, o HereditArte Lab pretende responder à falta de capacidade técnico-científica especializada na região para a preservação e conservação do património cultural móvel e integrado.
Para o presidente do Conselho de Administração do Parkurbis, Jorge Patrão, a aprovação do projeto representa mais um passo na afirmação da Covilhã nesta área. “A distinção agora alcançada através da Fundação ‘la Caixa’ vem contribuir para continuar a afirmar a Covilhã como um polo de referência na investigação, conservação e valorização científica do património cultural no interior do país”, destaca.
O responsável acrescenta que “o HereditArte Lab demonstra que o Parkurbis é hoje uma plataforma capaz de atrair projetos de elevado mérito científico e de os transformar em valor concreto para o território”.
Também o presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, considera que a iniciativa constitui uma resposta importante para a valorização do património cultural da região. “O apoio do Município ao HereditArte Lab traduz uma visão clara: fixar conhecimento, criar emprego qualificado e fazer da Covilhã um território onde a ciência e a cultura caminham lado a lado”, sublinha.
Ancorado no Parkurbis Lab, o laboratório irá adaptar modelos de referência nacional às necessidades do Interior, prevendo impactos ao nível da conservação e divulgação do património, da produção de conhecimento científico, da capacitação regional, da inovação tecnológica através de ferramentas de inteligência artificial para catalogação de obras, da valorização turística e da criação de emprego qualificado nas áreas da conservação, investigação, mediação cultural e desenvolvimento tecnológico.
Segundo os promotores, a implementação do HereditArte Lab permitirá fixar competências científicas avançadas na região e criar um modelo de intervenção sustentável que poderá ser replicado noutros territórios do interior do país.
