A Câmara Municipal da Covilhã manifestou preocupação com a situação da Escola Profissional Agrícola Quinta da Lageosa, face à incerteza sobre o arranque do próximo ano letivo. O assunto foi abordado pelo presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, na reunião pública do executivo realizada na sexta-feira, 24 de julho, quando dava conta da tomada de posse de todos os elementos do Conselho Municipal de Educação.
Hélio Fazendeiro revelou que durante a reunião do Conselho Municipal de Educação foi expressa uma preocupação unânime relativamente ao futuro dessa escola.
“Foi manifestada pelo presidente da Câmara, pela equipa da Educação da senhora vereadora, mas também por todo o Conselho Municipal, uma preocupação acrescida com o funcionamento da Escola da Lageosa. Estamos a pouco mais de um mês do início do novo ano letivo e ainda há uma grande incerteza sobre aquilo que vão ser as condições para a realização desse ano letivo, em que termos e em que condições”, sublinhou.
O presidente da Câmara adiantou que já transmitiu esta preocupação ao Governo, durante uma cerimónia em que esteve com secretário de Estado da Administração Local e o secretário de Estado do Orçamento, recordando que o Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela previa financiamento destinado ao desenvolvimento daquela escola.
“Existia, no âmbito do Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela, uma verba prevista para incrementar e alavancar o desenvolvimento daquela escola e é para nós uma fonte grande de preocupação. Irei encetar diligências com o senhor ministro da Educação no sentido de obter resposta sobre aquilo que é o futuro desta escola, importante no panorama do ensino, não só da Covilhã, mas de toda a região”, garantiu.
Para Hélio Fazendeiro, esta escola desempenha um papel estratégico na formação de profissionais para o setor agrícola, numa área onde a procura por mão de obra qualificada continua a aumentar.
“É uma área de saber muito importante, na qual cada vez mais precisamos de profissionais qualificados, que ali são formados e que servirão para fornecer mão de obra qualificada, não apenas ao setor primário do concelho da Covilhã, mas de toda a região”, concluiu.
