STEPH diz que o concelho da Covilhã deixará de contar com uma Ambulância de Emergência Médica; Ministério da Saúde afirma que reorganização não reduz meios operacionais.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alerta que a reforma do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que entrou em vigor este sábado, 1 de agosto, irá retirar ao concelho da Covilhã a Ambulância de Emergência Médica (AEM), reduzindo, na perspetiva da estrutura sindical, a capacidade de resposta da emergência pré-hospitalar.
Em comunicado enviado à Rádio Clube da Covilhã, o STEPH afirma que esta alteração integra uma reorganização nacional que, segundo o sindicato, representa a redução de cerca de uma centena de ambulâncias do Sistema Integrado de Emergência Médica.
De acordo com o sindicato, a Ambulância de Emergência Médica da Covilhã, criada em 2015 e atualmente sedeada provisoriamente na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira (ULSCB), deixará de integrar o dispositivo regular de socorro às populações.
Segundo o STEPH, com a entrada em vigor da reforma prevista no Despacho n.º 5816/2026, de 6 de maio, e no Decreto-Lei n.º 143/2026, de 16 de julho, os concelhos da Covilhã e do Fundão passarão a partilhar uma única Ambulância de Emergência Médica, afeta à Unidade Local de Saúde da Cova da Beira e destinada, em regra, a transferências inter-hospitalares, apenas prestando socorro à população em situações excecionais.
O sindicato sustenta que esta mudança representa “uma redução efetiva da capacidade de socorro e de transporte de doentes urgentes e emergentes” no concelho da Covilhã, alertando para o risco de aumento dos tempos de resposta, sobretudo num território marcado pela dispersão geográfica da população, pelas distâncias entre localidades e pelo envelhecimento demográfico.
Governo rejeita redução de meios
Na sequência das críticas, o Governo garantiu que a resposta da emergência médica pré-hospitalar “se mantém assegurada” e negou que esteja em curso uma retirada de ambulâncias do INEM ou um processo de desmantelamento do Sistema Integrado de Emergência Médica.
Em comunicado, o Ministério da Saúde explica que a reorganização do INEM pretende reforçar a capacidade operacional, aproximar os meios das populações e garantir uma resposta de emergência médica “mais rápida, eficaz e segura”.
O Governo esclarece ainda que a transferência da gestão das Ambulâncias de Emergência Médica para as Unidades Locais de Saúde não implica a eliminação destes meios, assegurando que as ambulâncias continuarão integradas no Sistema Integrado de Emergência Médica, sob coordenação nacional do INEM e acionadas pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).
Relativamente às atuais Viaturas de Suporte Imediato de Vida (SIV), o Ministério da Saúde refere que a sua evolução para viaturas ligeiras permitirá uma resposta mais rápida no local da ocorrência e possibilitará que as equipas recuperem disponibilidade operacional num período mais curto.
O Executivo acrescenta que a reforma do INEM inclui ainda o reforço dos recursos humanos, a aquisição de novos veículos e a modernização dos sistemas de informação, assegurando que a implementação da nova lei de organização do Instituto visa garantir a continuidade da gestão, a estabilidade institucional e o normal funcionamento do serviço durante o processo de nomeação do próximo Conselho de Administração.
