A CDU Fundão confirma, em comunicado enviado à RCC, a justeza das preocupações e contestação que o partido sempre manifestou relativamente à dimensão, localização e impactes do projeto da Central Solar Fotovoltaica Sophia, após consulta pública.
O parecer da Comissão de Avaliação identifica como fatores determinantes a paisagem, os solos, o ordenamento do território e a sócio economia, reconhecendo impactes de grande magnitude e, em vários casos, permanentes e irreversíveis.
Segundo a nota, “no Fundão, assume particular importância a sobreposição de cerca de 222 hectares com o futuro Regadio da Gardunha Sul, bem como a incompatibilidade do projeto com opções estratégicas de ordenamento municipal.”
O relatório da consulta pública revela uma oposição muito consistente, envolvendo populações, autarquias, organizações ambientais, associações e empresas, sobretudo perante a dimensão excessiva do empreendimento e a ocupação de áreas agrícolas, florestais e naturais sensíveis.
Para a CDU, “nunca esteve em causa a necessidade da transição energética, mas a forma como ela é concretizada. As energias renováveis não podem justificar a ocupação massiva de solos agrícolas e florestais, a degradação da paisagem e da biodiversidade ou o prejuízo das atividades económicas e das populações.”
“A CDU continuará a defender uma transição energética justa, planeada e territorialmente equilibrada, privilegiando a produção descentralizada, o autoconsumo e a utilização de áreas já artificializadas ou degradadas. A transição energética é necessária, mas deve servir as populações e o território”, pode ler-se ainda no comunicado.
