O presidente da Câmara Municipal de Belmonte, António Beites, manifestou disponibilidade para integrar a comitiva que levará à Assembleia da República a petição pela criação de um Centro Oncológico Regional na Beira Interior, assim que esta atingir as 7.500 assinaturas.
A posição foi assumida na última Assembleia Municipal de Belmonte, na sexta-feira, dia 25, durante o período de intervenção do público, depois de Magna Lourenço, primeira subscritora da petição, ter apresentado a iniciativa e apelado à adesão dos autarcas da região.
A petição pretende chamar a atenção para a ausência, na Beira Interior, de uma resposta local para todas as doenças oncológicas. A iniciativa defende a realização de um estudo de viabilidade para a criação de um Centro Oncológico ou de uma unidade de referenciação oncológica de proximidade, bem como o reforço da rede de transporte gratuito para doentes oncológicos, incluindo os que ainda se encontram em fase de investigação e diagnóstico.
Na intervenção, António Beites considerou que a proposta merece o apoio dos municípios da região e destacou a existência da Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior como uma mais-valia.
Perante o desafio lançado por Magna Lourenço, o presidente da Câmara de Belmonte garantiu disponibilidade para acompanhar a petição até ao Parlamento e assumir publicamente a defesa da causa.
“Da minha parte, enquanto Presidente do Município, creio que todo o Município e também de parte desta Assembleia Municipal, naturalmente, todos solidários com esta causa e faremos […] para que possamos contribuir para engrandecer essa petição para que ela possa, efetivamente, ser levada à Assembleia da República”, sublinhando a sua “total disponibilidade para dar a cara também na Assembleia da República, por esta petição.Rd – petição cancro 1
A petição, já com cerca de 5 mil subscritores, já ultrapassou os primeiros patamares legais para a sua tramitação parlamentar. As 1.000 assinaturas obrigam à publicação no Diário da Assembleia da República e à audição dos peticionários, enquanto as 2.500 permitem o debate na comissão parlamentar competente. O objetivo estabelecido pelos promotores é chegar às 7.500 subscrições, número que permite levar a petição a debate em Plenário.
A iniciativa sustenta que doentes da Covilhã, Fundão, Belmonte, Guarda, Castelo Branco e outros concelhos da Beira Interior são frequentemente obrigados a deslocar-se para Coimbra, Porto ou Lisboa para consultas, exames e tratamentos especializados, com custos e desgaste acrescidos para os doentes e famílias.
A petição é promovida por Magna Lourenço, que tem apelado aos municípios da Beira Interior para que assumam a causa e possam acompanhar a eventual delegação à Assembleia da República.
