A Câmara Municipal de Belmonte está a negociar com a Infraestruturas de Portugal (IP) a transferência para aquela entidade da responsabilidade pelo troço de estrada entre a Grasil e a A23, atualmente municipal, tendo em vista a sua requalificação.
A informação foi avançada pelo presidente da Câmara, António Beites, durante a reunião pública desta sexta-feira, 18 de setembro. Segundo o autarca, já houve contactos com a IP e existe recetividade para assumir o troço, estando agora a ser estudado o modelo para concretizar a transferência e financiar a intervenção.
“Supostamente irá passar para as Infraestruturas de Portugal, porque é o que faz sentido e serem eles a reparar a estrada e não o município”, afirmou António Beites, sublinhando que se trata de uma via de acesso à autoestrada e que foi fortemente degradada pela passagem de grandes equipamentos e por várias obras, nomeadamente da Linha da Beira Baixa e Beira Alta.
O objetivo passa por transformar o atual troço numa estrada com características de estrada nacional, no entanto, a solução ainda não está fechada. Em declarações aos jornalistas no final da reunião, António Beites explicou que a transferência implica um investimento significativo e que está a ser procurada uma solução para o seu financiamento.
A Câmara está também a negociar com a empresa responsável pelo transporte das componentes eólicas uma alteração ao protocolo existente.
O acordo previa uma intervenção neste troço de estrada e a autarquia pretende, por isso, alterar o protocolo e direcionar a intervenção da empresa para outro troço da rede viária municipal.
“Estamos a negociar com a empresa, continuamos nas reuniões sucessivas, diria quase semanais, o intuito é fazermos uma adenda ao protocolo e eventualmente até alterar o conteúdo do protocolo daquele troço de estrada para outro troço de estrada”, adiantou.
O processo ainda está em negociação. Questionado pelos jornalistas sobre qual a alternativa apresentada à empresa, António Beites recusou adiantar pormenores: “Esta é uma questão que está a ser negociada com a empresa e como ainda não está fechada, obviamente, ainda não posso revelar-vos esse conteúdo.”
O autarca garantiu, contudo, que os danos provocados pela passagem dos transportes das componentes eólicas serão reparados pela empresa. “Tudo o que foi destruído, nomeadamente rotundas e rails e afins, pela passagem, a empresa agora irá colocar tudo e fazer as reparações de tudo o que foi danificado”, disse Beites.
Na mesma reunião, o vereador do PSD, Humberto Barroso, chamou a atenção para as condições de segurança no cruzamento de acesso ao Carvalhal Formoso e Inguias, na estrada Belmonte/Caria, tendo sugerido a construção de uma rotunda.
António Beites reconheceu os problemas de visibilidade existentes no local e admitiu alterações ao projeto de pavimentação previsto para aquela zona.
O autarca explicou que o troço está incluído numa empreitada já adjudicada, mas que a solução agora colocada em cima da mesa não estava prevista no projeto inicial.
“A empreitada de certeza absoluta que naquele local não será feita da forma como foi adjudicada porque essa questão agora aqui colocada não foi tida em consideração, mas é de todo pertinente e será tida em consideração”, afirmou.
António Beites adiantou ainda que, apesar de o terreno lateral não pertencer diretamente ao município, mas a uma instituição municipal, essa situação não deverá impedir uma eventual intervenção.
