A 11ª edição dos “Pastores – História e tradição de um Povo”, com organização da Filarmónica Recreativa Cortense, vai realizar-se entre 2 e 4 de outubro, em Cortes do Meio, para celebrar uma das tradições do povo.
Com o recorde de abrigos nesta edição, 57, e muitas inscrições em lista de espera, o presidente da Filarmónica, Alexandre Barata, sublinhou, durante a conferência de imprensa realizada esta quinta-feira, que isto só “demonstra o interesse na participação dos expositores e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela organização.”
O dirigente admitiu querer manter viva a memória do povo e que todos os visitantes possam perceber a história por trás de cada abrigo.
“Os Pastores é um encontro com a memória, mas não queremos transformar a memória numa fotografia antiga. Queremos mantê-la viva. Queremos que o visitante possa ouvir os sons dos chocalhos, mas também perceber a história que está por trás deste som. Queremos que veja o artesanato, mas que a conheça as mãos que o fazem. Queremos que prove dos nossos produtos, mas que saiba de onde vem e como são confecionados. Queremos que percorram as nossas ruas e percebam que por trás de cada abrigo existe uma história e um caminho”.
A edição deste ano conta com uma novidade, com a associação da Grande Rota da Transumância. A caminhada vai ligar as Penhas da Saúde a Cortes do Meio, no dia 4 de outubro, sendo que as inscrições já se encontram abertas e são limitadas a 100 participantes.

Alexandre Barata admitiu ainda que querem ser diferenciadores e criar algo que só possa acontecer em Cortes do Meio, querendo continuar a trabalhar na afirmação do certame.
“Não pretendemos ser apenas mais uma iniciativa no calendário. Queremos ser diferenciadores e queremos criar uma experiência que só possa acontecer aqui, em Cortes do Meio. Com esta paisagem, com estas pessoas, com estes sabores, com estes sons, com esta memória, com esta identidade. É essa a nossa diferença e é essa a diferença que queremos continuar a afirmar. Não queremos uma identidade construída artificialmente. Queremos que seja uma identidade vivida, levando mais longe a identidade que já existe”, rematou o presidente da Filarmónica.
Por outro lado, Jorge Viegas, presidente da Junta de Freguesia de Cortes do Meio, relembrou a importância dos Pastores e revelou que a Junta quer, acima de tudo, ser um bom parceiro.
“A Junta de Freguesia quer ser acima de tudo, um parceiro, alguém que vos deixa trabalhar livremente e que vos deixa tomar as decisões que acho que vocês têm que tomar enquanto promotores, mas, acima de tudo, ser a entidade que, nos bastidores, nunca vos deixará a mão se alguma coisa correr mal”.
Também a vereadora da Câmara Municipal da Covilhã, Regina Gouveia, destacou as qualidades do evento, incluindo o potencial turístico, as relações e o trabalho social.
A edição deste ano vai contar com animação de rua, 57 abrigos, festival da chanfana, gastronomia, desfile dos chocalhos e a caminhada, inserida na Grande Rota da Transumância.
Recorde-se que o evento é organizado pela Filarmónica Recreativa Cortense e conta com o apoio da Junta de Freguesia de Cortes do Meio e do Município da Covilhã. Associados à iniciativa estão: a Grande Rota da Transumância, Aldeias de Montanha e Cão da Serra da Estrela d’Alpetratínia.
