Festival da Cherovia quer ultrapassar 50 mil visitantes e as 5 toneladas consumidas na última edição

A 19.ª edição do Festival da Cherovia vai decorrer entre 17 e 20 de setembro, no Centro Histórico da Covilhã, com quatro dias dedicados à gastronomia, cultura, tradição e animação. O objetivo passa por ultrapassar os 50 mil visitantes e as cinco toneladas de cherovia consumidas na edição anterior.

Na apresentação do festival, realizada ontem ao final da tarde, Nuno Abreu, presidente da Banda da Covilhã, destacou a capacidade do evento para valorizar um produto endógeno e, simultaneamente, dinamizar a zona antiga da cidade.


Entre os objetivos desta edição está a promoção da versatilidade gastronómica da cherovia, através de propostas tradicionais e inovadoras, desde pratos regionais a petiscos e pastelaria. A organização pretende ainda revitalizar o Centro Histórico, promovendo o comércio local e o património cultural.

“Queremos utilizar a dinâmica deste festival para encher de vida, música, artesanato e gastronomia a zona antiga da Covilhã”, explicou Nuno Abreu, que apontou como meta “ultrapassarmos os 50 mil visitantes nos quatro dias”.

A programação distribui-se por diferentes temáticas. Quinta-feira será dedicada à comunidade académica, sexta-feira às tradições, sábado à comunidade e domingo à família. O programa inclui música tradicional, concertos, animação de rua, encontro de escritores covilhanenses, palestras, showcookings e atividades para crianças e famílias, explicou durante a conferência de imprensa Samuel Raposo, da Covilhã eventos.

A Desertuna reforça este ano a aposta na componente gastronómica, com a habitual cherovia frita, fidalgos e covilhocos, mas também com novas propostas desenvolvidas em parceria com o chefe Rui Cerveira, da Casa da Esquila, como queijadas e azevias de cherovia.

Outra novidade é uma caixa com uma seleção de doçaria de cherovia, pensada para levar o produto para fora da cidade. “Seria uma boa aposta para levar a Cherovia cada vez mais longe”, explicou Diogo Batista, da Desertuna.

No sábado, dia 19, a Confraria Gastronómica da Cherovia e Panela no Forno realiza o seu sexto capítulo, assinalando igualmente o sétimo aniversário da confraria, apontou Sónia Moreira durante o encontro com os jornalistas, sublinhando também o papel da confraria na dinamização da Rota da Cherovia.

Organizada em parceria com os Caminheiros Rosa Negra, leva os participantes aos campos de cultivo, acompanhados pelos produtores, permitindo conhecer a origem do produto e a forma como é produzido.

A edição deste ano conta ainda com uma componente de inclusão, através da participação de lares e da APPACDM, cujos utentes contribuíram para a decoração de algumas das ruas do festival.

Margarida Pereira, da Fundação INATEL realça o espírito do festival colocando a tónica na alegria que se vive aos longo dos dias do certame. Sublinha também que fundação apoia a “cultura amadora” e por isso teria de ser parceira desta organização.

Para Regina Gouveia, vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Covilhã, o festival é um exemplo da conjugação entre tradição e inovação. “Esta conciliação entre tradição e inovação é um caminho estratégico”, afirmou, defendendo que essa capacidade é essencial para manter o evento vivo e atrativo.

A 19.ª edição é organizada pela Banda da Covilhã, Associação Cultural Desertuna e Covilhã Eventos, com a parceria da Câmara Municipal da Covilhã, Fundação INATEL e Confraria Gastronómica da Cherovia e Panela no Forno.