O PCP concorda que é urgente a revisão do Plano Diretor Municipal da Covilhã, mas aponta várias críticas à proposta que está em discussão pública até esta sexta-feira, 4 de setembro.
Em nota enviada às redações, entre as principais preocupações está a falta de uma visão intermunicipal em áreas como ambiente, turismo, mobilidade, saúde, proteção civil e energia. O partido defende ainda uma maior articulação com o Geoparque Estrela e com estratégias intermunicipais de gestão da água, floresta e prevenção de incêndios.
O PCP contesta também as regras previstas para a instalação de projetos de energias renováveis, defendendo maior proteção dos solos agrícolas e uma avaliação dos impactos cumulativos.
Na habitação, o partido considera positivo o objetivo de reservar 25% da nova construção para habitação a custos acessíveis, mas rejeita a possibilidade de os promotores substituírem essa obrigação por terrenos ou compensações financeiras. Defende que a habitação acessível deve ser efetivamente construída.
Na área da educação, critica o diagnóstico apresentado e defende novos equipamentos escolares, um ou dois centros educativos na cidade e uma rede pública municipal de creches.
O PCP reclama ainda a identificação de uma área para um novo cemitério, a criação de um Gabinete Técnico Local para o Centro Histórico e a adoção do princípio 3-30-300, associado à arborização e acesso a espaços verdes.
Quanto ao programa de execução e financiamento, o partido considera que existe uma diferença entre a ambição dos projetos previstos e a capacidade financeira para os concretizar. Dá como exemplo a Avenida Infante D. Henrique, que tem uma dotação de 318 mil euros, considerada insuficiente, e aponta ainda a ausência de respostas para ligações rodoviárias como as variantes do Dominguiso e Peso e a ligação Paul–Erada–Unhais da Serra.
O PCP critica também o modelo de discussão pública da revisão do PDM, apesar de saudar o alargamento do prazo para 45 dias. O partido considera que a consulta, que decorreu entre 6 de julho e 4 de setembro, coincidiu com um período tradicional de férias, dificultando uma participação mais ampla. Questiona ainda o facto de as sessões de esclarecimento nas freguesias terem sido realizadas em dias úteis, às 9h00 e às 14h00, e lamenta a ausência de um documento-síntese, em linguagem clara e acessível, que permitisse à população compreender melhor as principais alterações e opções da proposta.
