O Penta Clube da Covilhã assinalou, esta quinta-feira ao inicio da noite, 16 anos de atividade com um momento simbólico durante um treino de atletismo, reunindo atletas e elementos do clube. A celebração oficial está prevista para novembro, com a realização da habitual gala.
O presidente do clube, Amaro Teixeira, destaca a evolução do Penta Clube da Covilhã, que conta atualmente com cerca de 100 a 120 atletas distribuídos pelas várias modalidades.
“Vamos continuar, tentar crescer ainda mais, porque é sempre uma bola de neve, vem mais, mas a gente quer mais”, afirma o dirigente, sublinhando também a crescente procura por parte de novos praticantes.
Atualmente, o clube está mais presente no atletismo, laser run e esgrima, mantendo ainda um treino semanal de “sobe e desce”, aberto a toda a comunidade. O Penta Clube prepara também o regresso do Serra Mostra Challenge, com caminhadas e corrida. A edição deste ano terá como novidade um código de vestuário associado a cada caminhada, começando pelo azul.
A natação é outra das modalidades que tem suscitado interesse, mas a falta de disponibilidade da piscina municipal ainda impede o clube de responder a todas as solicitações.
“Já várias pessoas nos procuraram para a natação e não conseguimos ainda dar resposta, mas estamos convictos que vai ser breve”, explica Amaro Teixeira.
O tiro desportivo é outra aposta em fase de implementação. “Estamos prestes a arrancar”, adianta o presidente, que espera que a modalidade possa iniciar atividade em breve.
Entre os desafios do clube está a degradação da pista de atletismo da Covilhã. Amaro Teixeira considera que as atuais condições condicionam não só o rendimento dos atletas, mas também a sua segurança.
“Já se fala das obras, o que é bom, porque as condições daqui da pista estão muito más, e isso influencia em todos os aspetos, é que não é só o rendimento, é a questão das lesões, é tudo”, refere. “A pista não tem amortecimento nenhum, já está muito degradada, só traz lesões aos atletas”, vinc a.
A eventual intervenção na pista obrigará, contudo, a encontrar alternativas para os treinos. “Mesmo que a gente tenha que treinar algumas vezes a Castelo Branco, ou à Guarda, mas vai ter que ser uma fase, e vamos superar”, garante.
O crescimento do número de atletas coloca também pressão sobre as instalações e os meios de transporte. O clube dispõe atualmente de duas carrinhas, mas considera que são insuficientes para acompanhar a dimensão da atividade.
O problema torna-se particularmente evidente nos fins de semana com várias competições em simultâneo.
“Num fim de semana vamos estar em vários pontos do país, e é sempre bom ter mais opções de transporte”, salienta o presidente, apontando a necessidade de continuar a contar com a colaboração de atletas e famílias.
Para Amaro Teixeira, estas dificuldades são, sobretudo, reflexo da evolução do clube. “São as dores do crescimento”, resume.
Outra das ambições passa pela melhoria das instalações do próprio Penta Clube. A atual sede, integrada no Condomínio Associativo, começa a revelar-se pequena para acolher troféus e equipamentos.
“O que nós também desejaríamos era conseguir melhorar a nossa sede desportiva, a nossa sede do clube”, afirma. O objetivo seria encontrar um espaço maior que pudesse, idealmente, permitir também a realização de treinos de modalidades indoor, como a esgrima e o Laser Run.
“Nos últimos anos o clube tem crescido muito”, sublinha Amaro Teixeira, considerando que a estrutura física deverá acompanhar essa evolução.
