A situação de segurança no Bairro das Nogueiras, no Teixoso, esteve em análise na reunião privada da Câmara Municipal da Covilhã, por iniciativa de Miguel Rebelo, vereador do Movimento Independente pelas Pessoas (MIPP).

O eleito deu conta de relatos de moradores sobre conflitos entre residentes, chamadas frequentes da GNR durante a noite e a presença de uma equipa de intervenção da força de segurança para “acalmar os ânimos”. Miguel Rebelo manifestou preocupação com o sentimento de insegurança existente no bairro.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, garantiu que a autarquia está atenta à situação e trabalha com várias entidades para encontrar respostas para os conflitos existentes no bairro.
Hélio Fazendeiro explicou que o município acompanha o bairro através da equipa de ação social e que, há mais de meio ano, promove reuniões mensais com várias entidades para procurar soluções.

Sublinhando que “não se trata de um fenómeno extraordinário de violência”, mas sim “situações pontuais de violência”, frisa que a autarquia promove reuniões mensais “com todos os agentes e entidades que trabalham neste bairro”, referiu, apontando a participação da Câmara, CPCJ, Junta de Freguesia, Segurança Social, Saúde, Educação, Ministério Público, forças de segurança e a associação Beira Serra.
O autarca adiantou que o objetivo passa por “aumentar a integração social, aumentar a qualidade de vida no bairro, aumentar a segurança no bairro e de quem lá vive”.
Segundo Hélio Fazendeiro, têm sido reportadas situações de degradação de espaços públicos e de espaços comuns nas habitações, bem como “algumas agressões, pequena violência”, situações que, apesar de pontuais, contribuem para o sentimento de insegurança dos moradores.
A Câmara pretende continuar a intervir também nas condições habitacionais. “Vamos continuar esse trabalho, no caso concreto também do bairro das Nogueiras”, afirmou o presidente, referindo a continuidade da Estratégia Local de Habitação e de projetos de integração e inclusão social.
“Temos trabalhado também, sobretudo, na procura e dinamização de projetos e programas que permitam a integração social e a inclusão social destas comunidades e destas pessoas”.
O autarca sublinhou ainda que, no que diz respeito à segurança, a responsabilidade é das forças de segurança, destacando o trabalho desenvolvido pela GNR em articulação com o município.
