O Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela decorre de 9 a 17 de outubro, em Seia, com nove dias dedicados à exibição de filmes nacionais e internacionais, que dão visibilidade e propiciam a reflexão sobre as grandes questões ambientais da atualidade.
Foram selecionados 87 filmes de 34 países, sendo que na seleção internacional de longas-metragens, 10 documentários são estreia absoluta em Portugal e retratam narrativas ambientais sobre modelos económicos, os novos desafios do ativismo ambiental, migrações ambientais espécies, habitats e exploração de recursos em cinco continentes.
Este ano, foram submetidas 410 obras, entre filmes de ficção e documentários produzidos para cinema/televisão, nacionais, internacionais e obras de arte visuais, realizadas em meio digital, vídeo ou película, com temática ambiental.
Na Seleção Internacional de Longas-Metragens é de realçar um conjunto de dez obras em estreia absoluta em Portugal, incluindo filmes exibidos ou premiados em festivais de cinema de referência.
Fora da competição, será exibida a longa-metragem animada “A REVOLUÇÃO DOS BICHOS” (Reino Unido), de Andy Serkis, uma sátira musical a partir da obra Animal Farm de George Orwell.
Já na Seleção Oficial de Longas-Metragens em Língua Portuguesa destaca-se a estreia nacional da ficção especulativa “YELLOW CAKE” (Brasil), de Tiago Melo, obra que conta com a produção de Kléber Mendonça Filho e Emilie Lescaux (indicados ao Óscar com O Agente Secreto). Esta competição integra ainda a animação “NIMUENDAJÚ” (Brasil), de Tania Anaya, e os documentários “RUA DO PESCADOR Nº 6”, (Brasil) de Bárbara Paz, “ÁGUA MÃE” (Portugal), de Hiroatsu Susuki e Rossana Torres, “O AVESSO DO MUNDO” (Portugal), de Rita Palma e “BAÍA DOS TIGRES” (Angola, Portugal), de Carlos Conceição.
A Seleção Oficial do CineEco 2026 conta também com a Competição Internacional de Curtas e Médias-Metragens. Esta secção competitiva reúne 31 novos filmessobre temáticas diversas, como exploração dos recursos, sustentabilidade, territórios naturais sob ameaça, a ação de povos nativos, gestão de recursos e urbanismo.
Na Seleção Oficial de Curtas e Médias-Metragens em Língua Portuguesa contabilizam-se 14 obras e aqui surgem “OS BRAVOS”, de Catarina Mourão, “ALGUMAS COISAS QUE ACONTECEM AO LADO DE UM RIO”, de Daniel Soares, “ONDE NASCEM OS PIRILAMPOS”, de Clara Vieira, filmes com um percurso internacional notável.
A Competição Panorama Regional dedicada a filmes com narrativas centradas no território e na Serra da Estrela, integra ainda “MAÇOS E MARTELOS” de Tiago Cerveira, “O AVESSO DO MUNDO”, de Rita Palma, “O PRÓXIMO PRINCÍPIO”, de Pedro Nogueira e “O ANJO DA GUARDA”, de Eduardo Pires. Este ano será exibido em sessão especial fora de competição a longa-metragem “LIÇÕES DE FOGO” (Finlândia), de John Webster, documentário sobre incêndios em Portugal filmado em Castelo Branco e na aldeia do Sabugueiro, em Seia.
Recorde-se que o CineEco é um dos festivais de cinema sobre ambiente mais antigos do mundo, que se realiza desde 1995, por iniciativa do Município de Seia.
O formato do certame assenta num conjunto de atividades desenvolvidas ao longo de oito dias, com entrada gratuita, que inclui também uma componente educativa e diversas atividades paralelas, como conferências, concertos, workshops, exposições e mercado de filmes.
