Caminhada “Pequenos Passos, Grandes Gestos” juntou centenas de pessoas na Covilhã

Várias centenas de participantes juntaram-se, no sábado, na Covilhã, para a 16.ª edição da caminhada “Pequenos Passos, Grandes Gestos”, promovida pelo movimento Vencer e Viver, da Liga Portuguesa Contra o Cancro. A iniciativa, integrada no mês de prevenção do cancro da mama, voltou a sensibilizar para a importância do diagnóstico precoce e do rastreio, numa mobilização que pretende mostrar que ninguém deve enfrentar a doença sozinho.

“É muito bom ver que cada vez mais há senhoras, não digo só senhoras, até mesmo cavalheiros a aderirem a esta caminhada”, destacou Rosa Rainha, responsável pelo movimento Vencer e Viver na Covilhã, sublinhando a importância de alertar a população para uma doença que pode afetar qualquer pessoa.


Rosa Rainha, que teve cancro da mama há 28 anos, reforçou a importância de não descurar os exames de rastreio. “Quanto mais cedo for diagnosticado, melhor para o utente, porque tem hipótese de cura”, afirmou, apelando às mulheres para que respondam às convocatórias para a realização de mamografias.

A responsável revelou que, desde o início do ano, 92 pessoas procuraram a sala de atendimento do movimento, onde encontram apoio e partilham experiências com voluntárias que também tiveram cancro da mama. O grupo mantém uma parceria com médicos da ULS Cova da Beira, que encaminham utentes para este espaço de acompanhamento.

Também Margarida Costa, do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, salientou a importância da prevenção, através de hábitos de vida saudáveis e da atenção aos sinais do próprio corpo. A responsável lembrou que o rastreio do cancro da mama abrange atualmente mulheres entre os 45 e os 74 anos, sem sintomas, e que são convocadas para realizar mamografias.

“O cancro da mama continua a ser o cancro mais mortífero na mulher. No entanto, se diagnosticado precocemente, tem uma taxa de sucesso de 90%”, sublinhou Margarida Costa, considerando estes números “muito animadores”.

A representante da Liga destacou ainda a evolução na forma como a doença é encarada pela sociedade. “As pessoas tinham vergonha de falar, tinham vergonha de se expor e hoje em dia o cancro da mama é tratado por tu”, afirmou, defendendo que o tema deve ser abordado abertamente e que o apoio aos doentes e às respetivas famílias é fundamental.

“Ninguém pode passar por esta doença sozinha”, frisou, lembrando que o cancro da mama afeta não apenas quem recebe o diagnóstico, mas também todo o núcleo familiar.

João Marques, vereador da Câmara Municipal da Covilhã, associou-se à iniciativa e destacou a importância da união em torno desta causa. “Hoje, mais do que tudo, a mensagem que devemos passar, e que estamos aqui todos juntos e somos muitos, é que ninguém pode passar pelo cancro sozinho”, afirmou.

O autarca agradeceu o trabalho da Liga Portuguesa Contra o Cancro, do movimento Vencer e Viver, dos profissionais de saúde e dos voluntários que acompanham diariamente os doentes, garantindo a disponibilidade do município para continuar a apoiar estas iniciativas.

A caminhada decorreu em simultâneo noutras cidades, no âmbito da mobilização nacional que assinala o mês de outubro como mês de prevenção do cancro da mama. O objetivo é sensibilizar para a importância do rastreio, promover a partilha de experiências e reforçar as redes de apoio a quem enfrenta a doença.