Covilhã: Transportes voltam a ser discutidos. CMC está a trabalhar no passe municipal de 30 euros

O tema dos “Transportes regional e local – Duas redes, uma só Covilhã: quem paga e quem fica sem autocarro?”, proposto pelo Grupo Municipal do CDS-PP, foi debatido na Assembleia Municipal da Covilhã, com o município a deixar garantias que está a trabalhar para o passe único de 30 euros.

João Bernardo (CDS-PP) abordou a questão do sistema intermunicipal em vigor que vai entrar, pago pela CIM Beiras e Serra da Estrela, e deixou alguns questionamentos ao presidente da Câmara Municipal da Covilhã, relativamente ao pagamento dos transportes.


“A pergunta que eu coloco é: supostamente vai entrar em vigor até ao final deste ano, já tendo o visto do tribunal de contas, e, portanto, vai ser implementado o sistema intermunicipal de transportes pago pela CIM Beiras e Serra da Estrela e como é que vai funcionar? Se vamos ter dois sistemas, um intermunicipal e um municipal, vão coexistir ou vai haver interligações entre eles? É preciso saber se os nossos munícipes vão ter de continuar a pagar dois espaços ou só um, e se esse é mais caro do que os outros”, começou por dizer o deputado.

O líder substituto de Adolfo Mesquita Nunes, na bancada do CDS-PP, deixou também um desafio final ao município, de falar com a concessionária do sistema de mobilidade da Covilhã para renegociar o contrato.

Em resposta a João Bernardo, Hélio Fazendeiro, presidente da CMC, afirmou que o município está a trabalhar com a comunidade intermunicipal e que o novo contrato vai dar início no próximo ano.

“Por mais de uma vez tive a oportunidade de falar sobre transportes públicos aqui e já por mais de uma vez tive a oportunidade de dizer que estamos a trabalhar com a Comunidade Intermunicipal. O novo contrato de concessão da Comunidade Intermunicipal que concluiu agora vai entrar no início do próximo ano e esse contrato de concessão vai ser articulado com a Câmara Municipal da Covilhã porque nós continuaremos a ser a Autoridade de Transporte Urbano”, disse o autarca.

Passe único municipal de 30 euros

Vítor Reis Silva, líder do Grupo Municipal do PCP, deixou a nota para a implementação o mais rápido possível do passe único a 30 euros para os dois sistemas.

“Como já tive a oportunidade de referir, no anterior mandato, neste mandato, a situação existente nos transportes na Covilhã é de facto insustentável e sustentável na manutenção da diferença existente entre o que via a mobilidade e a área que é abrangida pela CIM. Existe o compromisso do presidente da Câmara, da implementação o mais rápido, ou em janeiro, da implementação do passe único a 30 euros, espero eu para os dois sistemas”, atirou o deputado do PCP.

Também Afonso Gomes, deputado do Grupo Municipal do Partido Socialista, abordou a questão do passe fixo de 30 euros, sendo importante garantir esse desejo para quem circula no concelho.

“É fundamental para o Grupo Municipal do PS pugnarmos pela assunção de responsabilidades das entidades mencionadas para conseguirmos garantir o nosso desejo que é um passe fixo de 30 euros para quem circula no concelho, exceto andas populações mais desfavorecidas. É preciso reforçar o exército pela igualdade dos territórios, para que, à semelhança do que aconteceu em 2018, os municípios do interior também sejam apoiados e não continuem esquecidos. Esta é uma batalha que temos de continuar a travar todos.”

Em resposta a Vítor Reis Silva, o presidente da Câmara Municipal, Hélio Fazendeiro, confirmou que o município está a trabalhar nesse objetivo, de modo a garantir o passe municipal de 30 euros.

“Estamos a trabalhar nesse objetivo, de garantir que no âmbito do concelho da Covilhã teremos um passe municipal de 30 euros que acabe com a pouca vergonha dos passes de 120 euros e de 130 euros no concelho, nas freguesias mais longe, que têm 2 e 3 horários. Não é só o preço, é falta de oferta, porque para além de ser muito caro é um transporte completamente inútil naquilo que são as necessidades hoje dos territórios e nós estamos a fazê-lo”, rematou o presidente.

Por parte do Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP), o líder da bancada, José Marques, exige que o executivo municipal estude e planifique um novo sistema de transportes, um sistema tarifário, que coloque um ponto final na disparidade das pessoas que residem na cidade e nas freguesias do concelho.

Nuno Pais, do Grupo Municipal do PSD, referiu que é necessário rever o atual modelo de concessão e avaliar a integração do transporte urbano da Covilhã com a rede intermunicipal da CIM Beiras e Serra da Estrela, num só passo e num só sistema de transportes.