Embaixadora da Ucrânia recebe na Covilhã solidariedade da autarquia e do IPDAL

A guerra na Ucrânia marcou também a sessão de abertura do colóquio “Questões do Nosso Tempo”, que esta quinta feira decorreu na UBI, depois de o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, e o presidente do IPDAL, Paulo Neves, se dirigirem à embaixadora da Ucrânia, presente na sala.

Hélio Fazendeiro deixou uma mensagem de solidariedade em nome da Covilhã e da UBI.


“Quero, em nome da Covilhã, lhe transmitir um abraço de solidariedade com o momento que o povo ucraniano passa atualmente”, afirmou o autarca, acrescentando: “Saiba que a Covilhã e a Universidade da Beira Interior são espaços de liberdade, de tolerância e de paz.”

Hélio Fazendeiro pediu ainda à diplomata que transmitisse ao Governo ucraniano “a nossa solidariedade e o desejo que, rapidamente, a paz possa voltar àquela parte do território e ao povo ucraniano”.

Também Paulo Neves assumiu uma posição clara relativamente ao conflito, explicando que o IPDAL –  Instituto para a Promoção da América Latina e das Caraíbas, apesar de defender habitualmente uma posição de diálogo entre as partes, abriu uma exceção no caso da Ucrânia.

“Em 20 anos, apenas uma vez, o IPDAL tomou partido numa situação ou num conflito internacional”, afirmou.

“Mas abrimos uma exceção. E a exceção foi precisamente a Ucrânia”, declarou, acrescentando: “É evidente que os senhores estão a ser atacados. É mais do que evidente que os senhores estão a ser invadidos.”

Paulo Neves considerou ainda que a guerra ultrapassa as fronteiras ucranianas. “É mais do que evidente que isto é uma guerra não só contra a Ucrânia, mas contra o resto da Europa”, afirmou.

O responsável do IPDAL justificou assim a posição assumida pelo instituto: “Eu não tenho dúvidas que estamos do lado certo”, acrescentando que a Ucrânia está a defender “os nossos valores e o nosso continente”.

O Colóquio decorreu na UBI, com organização do IPDAL, universidade e Câmara Municipal da Covilhã e juntou no auditório das sessões solenes, lotado, diversos embaixadores da América Latina. A referência à Ucrânia nos discursos de abertura foi sempre interrompida com aplausos da plateia.