“Não há compromisso com encargos partidários” na escolha dos administradores municipais

O vereador Eduardo Cavaco, eleito pelo CDS/IL, voltou a questionar a demora na nomeação dos conselhos de administração das empresas municipais da Covilhã. No final da reunião privada do executivo, o autarca lembrou que passaram 11 meses desde a tomada de posse e que, apesar de já terem sido apresentadas as contas das empresas, continuam sem ser conhecidos os novos conselhos de administração.

Cavaco recordou que, inicialmente, lhe foi transmitido que as nomeações seriam feitas após o encerramento e apresentação das contas das empresas municipais. Com as contas já apresentadas, considera que a demora não tem justificação.


“Já passaram as contas, já foram apresentadas as contas consolidadas e das empresas municipais, estamos no mês de outubro, estamos a chegar ao final do ano, hoje exatamente passam 11 meses da tomada de posse, e, Conselhos de Administração, que por lei têm que ser nomeados após o novo Executivo, não temos resposta”, disse.

Em resposta, Hélio Fazendeiro, presidente da autarquia, justificou a demora com a intenção de encontrar os perfis adequados para cada empresa, mas aproveitou a questão para rejeitar que estejam em causa lugares destinados a compromissos partidários.

“Esta também é a demonstração de que não há, da parte do Presidente da Câmara e desta maioria, um compromisso com encargos partidários de lugares para aceder a lugares de administração em empresas municipais.”

Hélio Fazendeiro rejeita que a ausência de novos conselhos esteja a afetar o funcionamento das empresas municipais.

O presidente da Câmara assegura que a ICOVI, a Parkurbis e a Águas da Covilhã continuam a funcionar com os atuais conselhos de administração, garantindo que as propostas para os novos órgãos deverão ser apresentadas “nas respetivas assembleias gerais”.

Hélio Fazendeiro insiste que a prioridade é encontrar “as melhores soluções” para cada uma das empresas municipais, afirmando não existir urgência para proceder às nomeações.

“Aquilo que nós estamos a construir são as melhores soluções, em termos de perfil, em termos de projeto, em termos de missão, para cada uma das empresas municipais”, sublinhou.

Para o autarca “não há nenhuma urgência” na nomeação, garantindo que será feita “quando assim for oportuno”.

O presidente sublinha que “todas elas continuam a trabalhar e a cumprir as suas obrigações, a cumprir as suas missões, a desempenhar as atividades, que cada uma delas desempenha, de forma relevantíssima. Todas elas continuam a trabalhar de forma muito eficaz e eficiente e quando estiverem reunidas as condições iremos proceder à proposta de eleição dos novos conselhos de administração”.

Para o presidente seria motivo para “ficar acossado” se a crítica que lhe fizessem fosse que “havia obrigações eleitorais ou outras que levassem a nomear pessoas por um compromisso que não fosse o interesse público”, mas não é esse o caso, disse, garantindo que as nomeações terão por base a definição de “um projeto com as melhores soluções para as missões que cada uma das empresas vai desenvolver”.