Petição pelo Centro Oncológico da Beira Interior ultrapassa as 9300 assinaturas

A petição pela criação de um Centro Oncológico de Proximidade na Beira Interior já reuniu 9327 assinaturas, entre participações online e recolha presencial. O balanço foi divulgado esta segunda-feira, 2 de novembro, pela promotora da iniciativa, Magna Lourenço.

Do total de assinaturas recolhidas, 6262 foram registadas através da plataforma Petição Pública, 453 no site da Assembleia da República e 2612 presencialmente. A promotora ressalva que nem todas poderão ser validadas pelo Parlamento, devido às exigências legais, mas considera que os números demonstram a importância da reivindicação para a região.


“Mais de nove mil pessoas disseram que ter cancro não pode custar mais por se viver na Beira Interior. Essa mensagem já ninguém a pode ignorar”, afirma Magna Lourenço.

A recolha de assinaturas vai continuar até serem reunidas as subscrições de todos os autarcas da região. Depois, a petição será entregue à Assembleia da República.

A necessidade de criar um Centro Oncológico na Beira Interior já chegou também ao debate parlamentar. Antes da reunião realizada a 22 de outubro na Assembleia da República, por iniciativa de várias associações de doentes oncológicos, Miriam Brice, presidente da associação Careca Power, reuniu com Magna Lourenço, que lhe transmitiu informação sobre a realidade oncológica da região.

Segundo a promotora, a situação foi levada à reunião pela voz daquela associação. A Comissão de Saúde terá manifestado conhecimento da petição e reconhecido a problemática, estando prevista uma reunião com os peticionários para aprofundar a análise.

“O facto de a Assembleia da República já conhecer a situação e reconhecer que é uma necessidade real é, para nós, uma vitória”, considera Magna Lourenço.

Para manter a reivindicação na agenda pública, tendo em conta que uma petição pode demorar um ano ou mais até ser debatida, Magna Lourenço criou o MOBI, Movimento Oncológico da Beira Interior, que deverá dar origem a uma associação regional.

A estrutura pretende desenvolver, todos os meses, iniciativas dedicadas a diferentes tipos de cancro, promovendo atividades junto da comunidade e marcando presença em festas e eventos da região. O movimento está aberto a toda a população, independentemente de ter ou não experiência direta com a doença.