Covilhã com menos 50% de inscritos no IEFP

São menos 50% os inscritos no Centro de Emprego da Covilhã se comparados com 2013, mas “é preocupante que dos 1735, 52% tenham mais de 45 anos e a maior parte não tenha sequer o 12º ano”, disse à Rádio Covilhã a Diretora Isabel Barrau.

São 1735 os inscritos no Centro de Emprego da Covilhã segundo os últimos dados disponibilizados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) referentes a Agosto de 2018. Representam “uma quebra significativa se comparados com os anos de crise como por exemplo 2013 em que existiam 3490” salientou a diretora do Centro de Emprego da Covilhã Isabel Barrau. Segundo a responsável a evolução do número de inscritos “segue em linha com o que acontece a nível nacional”.

Apesar da evolução global ser positiva, “é preocupante que 52% tenham idade superior a 45 anos e a maior parte não tenha sequer o 12º ano”, refere Isabel Barrau. Explica que os desempregados até aos 34 anos “regressam ao mercado de trabalho com facilidade”, esta é a faixa etária em que de 2013 até agosto de 2018 o número de inscritos “teve maior baixa, cerca de 60%”, refere.

Dos 1735 inscritos, 28% tem o 12º ano de escolaridade e 15% são licenciados, uma população que com “mais facilidade entra no mercado de trabalho, fruto também da reconversão profissional que é feita”, explica com o exemplo da área de engenharia civil, que “com ações de formação estamos a reconverter para a área informática que tem muita procura”.

Outras das ferramentas é a formação na área de empreendedorismo “para que fiquem com bases para criar o seu próprio negócio”

No concelho há também um “desajustamento” entre a oferta e a procura, “há dificuldade em satisfazer ofertas na área da restauração, construção civil, têxtil, são áreas onde há falta de mão-de-obra”, esclarece a responsável.

Para fazer face a esta realidade a formação e a reconversão profissional são palavra-chave para o Centro de Emprego, “que tenta ir ao encontro das necessidades das empresas, mas ainda não é suficiente”, afirma que “só com a união de esforços de todas as entidades se pode fixar empresas e indústria por forma a fixar mais pessoas na região”

Por: Gina Almeida