Governo está a “trabalhar” para recuperar atrasos na Linha da Beira Baixa

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, assegurou na Guarda, que o Governo está a “trabalhar” para recuperar os atrasos verificados nas obras de modernização do troço Guarda – Covilhã da Linha da Beira Baixa.

“A obra está em curso, está a andar, nós [Governo] vamos ter de cumprir os ‘deadlines’ [prazos finais] que a União Europeia nos impôs. Estamos a trabalhar para recuperar os atrasos”, garantiu o governante.

Pedro Nuno Santos falava aos jornalistas, na cidade da Guarda, à margem da cerimónia de consignação da obra a realizar no troço entre Guarda e Cerdeira, na Linha da Beira Alta, e de lançamento do concurso Pampilhosa – Santa Comba Dão da mesma via.

O governante referiu que as razões para os atrasos nas obras da Linha da Beira Baixa “são muito diversas”, lembrando que Portugal, “desde a crise financeira, perdeu capacidade de engenharia, perdeu capacidade de projeto”. “Temos tido um conjunto de atrasos significativos na fase do projeto, exatamente porque o país, desde a crise financeira, ainda não recuperou a capacidade que tinha. Mas, agora estamos a trabalhar, com todo o gás, para não perdermos nem um cêntimo”, assegurou.

O vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes, completou as informações do ministro, indicando que as perspetivas apontam para que a obra possa ser concluída “durante o primeiro semestre do próximo ano”.

Segundo o responsável, tendo em conta que a Linha da Beira Baixa é uma alternativa à Linha da Beira Alta, a conclusão das obras no troço Guarda – Covilhã é indispensável para que as obras de modernização naquela via avancem “a sério”.

A cerimónia do ato de consignação da empreitada e do lançamento dos trabalhos, que incluem a construção da Concordância das Beiras, troço de ligação entre a Linha da Beira Alta e a Linha da Beira Baixa, decorreu em 05 de março de 2018, na Covilhã, e o prazo de conclusão apontava para 2019.

O investimento total no projeto de modernização deste troço é de cerca de 77 milhões de euros, 52 milhões dos quais respeitantes à obra física, que permitirá reabrir um troço que estava fechado desde 2009.

A obra integra, entre outros trabalhos, a renovação integral de 36 dos 46 quilómetros do troço (dez já estão intervencionados), bem como a reabilitação de seis pontes centenárias, a remodelação de estações e apeadeiros, drenagem e estabilização de taludes e a iluminação e automatização e supressão de passagens de nível.

A obra está inscrita no projeto do Corredor Ferroviário Norte e devia ficar concluída antes do final de 2019.