BE quer a abolição imediata das Portagens na A23

O deputado Carlos Matias, do Bloco de Esquerda, entregou no dia 4 de setembro, na Assembleia da Republica, uma recomendação ao governo em que pede a “abolição imediata” de portagens na A23. As candidaturas autárquicas do Bloco nos concelhos da Covilhã, Fundão e Castelo Branco e a Comissão Coordenadora Distrital de Castelo Branco associam-se a esta iniciativa.

No documento entregue na AR, Carlos Matias usa como argumento a penalização que os custos de portagens têm na vida económica das empresas da região e das famílias. Para o Bloco de Esquerda a “dispersão das áreas urbanas obriga a deslocações maiores a quem busca e tenta manter um posto de trabalho na região em que vive”.

A falta de percursos alternativos, com as estradas nacionais degradadas devido ao aumento de tráfego que sofrem pela fuga às portagens, é outro dos aspetos focados. Apontam mesmo dados de um estudo do Gabinete de Estudos e Estratégia do Ministério da Economia que referem que “a introdução de portagens nas SCUT levou ao aumento da sinistralidade rodoviária e do número de feridos nos 59 municípios abrangidos. O aumento do número de acidentes nas estradas nacionais foi de 4% e o aumento do número de feridos ligeiros foi de 3%, o que se traduz num acréscimo de 1193 feridos por ano”.

O Bloco fez as contas e afirma que “este aumento no total de feridos leves tem um custo para o país na ordem dos 30 milhões de euros anuais, o que representa em média 20% das receitas (sem IVA) geradas pelas portagens nas SCUT”.

Considerando que a recente introdução do desconto de 15% “foi um passo na direção certa, mas insuficiente” concluem que “não existe nenhuma razão de ordem económica, de equidade social e territorial ou de segurança rodoviária que justifique a manutenção da cobrança de portagens na A23”, pedindo por isso a sua abolição.

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