Plataforma volta a protestar contra as portagens

Decorreu um novo protesto contra as portagens na A23 e A25 promovido pela Plataforma Para a Reposição das Scuts na A23 e A25. A marcha lenta/buzinão desta quinta- feira teve dois pontos de partida, na Covilhã às 17:30 e em Castelo Branco às 17:00 e com ponto de encontro em Castelo Novo. Os participantes percorreram alguns troços da A23, com passagens pela Estrada Nacional 18 para evitar o pagamento de portagens.

A Plataforma tem diversas ações de luta agendas uma vez que, frisam, “a luta tem de continuar, já que os descontos anunciados para 2019 são insuficientes” e “as portagens continuam a ser um atrofio para o Interior”. Entre as novas ações previstas, está uma manifestação junto à porta da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, que deverá ocorrer no dia 13 de outubro.

Este protesto já tinha sido anteriormente anunciado, mas acabou por ser adiado com o objetivo de manter aberta uma via negocial com o Governo, o que, até agora, não sortiu o resultado esperado. Para dia 27 de setembro, às 20:30, no auditório do Instituto Politécnico de Castelo Branco, será levado a cabo um seminário subordinado ao tema das portagens e das parcerias público-privadas rodoviárias.

O debate é aberto à participação de todos e tem já confirmada a presença de Eduardo Anselmo Castro, vice-reitor da Universidade de Aveiro, que realizou um estudo sobre os “impactos da cobrança de portagens na mobilidade rodoviária. Outro dos oradores é Paulo de Morais, docente universitário e político português, que preside à Frente Cívica, associação que pretende apresentar no parlamento um projeto-lei que visa extinguir os contratos de parcerias público-privadas do domínio rodoviário, medida que, de acordo com a Frente Cívica, permitiria poupar 11 mil milhões de euros.

A Plataforma considera que este debate será “importante para juntar mais argumentos à luta contra as portagens”, onde já constam questões como os elevados custos de contexto e a falta de alternativas.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.