“A Câmara da Covilhã é o maior empregador de socialistas da cidade”

Adolfo Mesquita Nunes, vereador do CDS-PP, afirmou esta sexta-feira, após a reunião privada do executivo, que a Câmara Municipal da Covilhã “é o maior empregador de socialistas da cidade”. Uma acusação que não passa de “ruído” para a comunicação social, “numa manobra de marketing político”, responde Vítor Pereira.

Mesquita Nunes desafiou o presidente, a tornar públicos os nomes dos funcionários contratados pelo seu executivo, e que lhe foram enviados enquanto vereador, afirmando “que a autarquia tem a obrigação de tornar os dados públicos, publicando o nome e a data de contratação no site do município”.

Com base nos documentos, o vereador denuncia a contratação de “cônjuges, sobrinhos, primos e amigos de vereadores”, acrescenta à lista, “filhos de deputados municipais, filhos de adjuntos e filhos de dirigentes e militantes socialistas, bem como presidentes de junta e familiares de presidentes de junta”, salientando que “a câmara é o maior empregador de socialistas da cidade”. Adolfo Mesquita Nunes conclui que a Câmara deve “fazer contratações, com o objetivo de dotar a autarquia de recursos próprios, e não para agradecer apoios e militâncias”.

Questionado pelos jornalistas, Vítor Pereira reiterou a sua posição sobre a matéria. A autarquia “procura competência, sem questionar, credos ou cor política”, salientando que aos quadros do município chegam funcionários “por concurso público”, selecionados por um júri experimentado”, que “há luz dos critérios legais faz as contratações”.

Quanto à publicação dos dados, o presidente da Câmara afirma que, toda esta matéria é de conhecimento público, “todos sabem quem trabalha na Câmara, quem cá estava e contínua”, acrescentando que são “dados que estão acessíveis a qualquer cidadão”. Sobre a publicação, disse aos jornalistas, que “o regulamento da proteção de dados impede que se faça”. Salientando uma vez mais que “tudo nas autarquias é transparente”, Vítor Pereira classifica a suspeição levantada por Mesquita Nunes como “ruído para a comunicação social, numa manobra de marketing politico”, em que o vereador é “useiro e vezeiro”.

Vítor Pereira afirma mesmo que no quadro de pessoal do município, fazendo a comparação entre esquerda e direita, “não sabe qual seria o saldo”, acrescentando que “este também não é um exercício que quer fazer, porque não passaria de comadrice”.