Biblioteca da Covilhã cria salas para combater insucesso escolar

O Concelho da Covilhã dispõe de mais ferramentas para combater o insucesso escolar. Na Biblioteca Municipal da Covilhã já está a funcionar o “Espaço dos Sentidos”, composto por duas salas de estimulação e integração sensorial, equipadas a rigor para “a brincar levar as crianças a superarem as suas dificuldades”.

Um projeto que custou cerca de 40 mil euros, cofinanciado por fundos comunitários em 85% ao abrigo do Plano de Combate ao Insucesso Escolar da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e que está ao dispor de escolas (público prioritário), idosos e restante população.

Segundo Inês Pereira, terapeuta ocupacional que auxiliou o município na criação do espaço, salas desta natureza eram “uma grande lacuna no concelho e podem fazer toda a diferença na reabilitação das crianças”. A terapeuta salienta ainda o facto de que “não é fácil para as famílias terem acesso a estes equipamentos e terapêuticas”, uma vez que são “muito dispendiosas”, o que reveste de grande importância este espaço municipal.

As duas salas são complementares, estão equipadas com tecnologia de ponta, em especial a sala snoezelen, “onde tudo pode ser feito através do brincar” frisa a terapeuta, mas que “leva as crianças a desenvolver as capacidades que têm em défice e que não as deixam ter sucesso na escola”.

Regina Gouveia, vereadora da educação, afirma que “estas salas acrescentam capacidade e recursos ao município” e vão permitir realizar um trabalho mais alargado, uma vez que “ficarão ligadas a outras estratégias, meios e entidades” que irão trabalhar de forma “articulada” em prol do desenvolvimento das crianças.

O principal público deste “Espaço dos Sentidos” são as escolas, que dispõem de terapeutas que “deverão acompanhar as crianças nas sessões”, frisa a autarca, cabendo ao município “a cedência do espaço”, que está “totalmente equipado” para uso em questões como a “hiperatividade, ansiedade, défice de atenção” entre outras situações que “são cada vez mais recorrentes em contexto escolar”, salienta a vereadora.

Para que as salas tenham “o fim terapêutico para que foram criadas” e delas “seja retirado todo o potencial” devem ser utilizadas com acompanhamento técnico especializado.

No caso dos idosos, esse acompanhamento será feito pelos técnicos da instituição com marcação prévia das sessões. No caso de idosos não institucionalizados, “poderão marcar sessões para os dias em que a biblioteca contará com serviço de terapeuta”, explica a vereadora frisando Inês Pereira, que irá continuar a colaborar com o município.

A Biblioteca Municipal passa também a estar aberta aos sábados de manhã para a prestação deste serviço.

A Câmara Municipal irá realizar formações direcionadas a professores e recursos humanos da biblioteca “para uma melhor utilização do espaço”, salientou ainda Regina Gouveia.

Inês Pereira alerta que estas salas poderão também ser utilizadas para fins mais lúdicos, “como o combate ao stress”, mas para que todo o seu “potencial terapêutico seja aproveitado” devem “ter ao serviço um terapeuta com formação”.