CMC avança com concurso para asfaltamento do troço do TCT entre Canhoso e Covilhã

A Câmara Municipal da Covilhã aprovou esta sexta-feira a abertura do concurso público para a empreitada de pavimentação do troço do TCT entre a Rua General Humberto Delgado, no Canhoso, e a rotunda do Operário, num investimento de 736 mil euros, acrescido de IVA. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, durante a reunião pública do executivo, numa sessão em que o estado das estradas do concelho voltou também ao centro do debate político.

Ao apresentar a proposta, Hélio Fazendeiro destacou a importância da intervenção para a requalificação de um dos principais eixos rodoviários do concelho, sublinhando que o procedimento deverá ficar concluído no início de junho. “Espero muito sinceramente que até ao final do próximo mês nós consigamos ter boas notícias para arrancar com esta obra tão importante de requalificação e repavimentação do eixo TCT”, afirmou.


Além desta empreitada, o executivo aprovou ainda a abertura de procedimento para aquisição de 2.500 toneladas de mistura betuminosa a quente, num valor de 200 mil euros, destinada aos trabalhos de reparação promovidos pelas equipas municipais.

A discussão sobre o estado da rede viária tinha sido introduzida no período antes da ordem do dia por Eduardo Cavaco, vereador eleito pela coligação CDS/IL, que criticou a degradação das estradas e exigiu um plano estruturado de intervenções. A intervenção foi acompanhada por fotografias de arruamentos nas Penhas da Saúde, que o vereador apontou como exemplo do problema.

“A situação do pavimento nas ruas da Covilhã e das freguesias deixou de ser aceitável há muito tempo. O que hoje existe não é apenas degradação, é abandono”, afirmou Eduardo Cavaco, criticando o que considerou ser uma “política de remendos sucessivos” e questionando o executivo sobre a existência de “um plano sério, plurianual, de repavimentação”.

O vereador alertou para impactos na segurança rodoviária, nos custos suportados pelos munícipes e na imagem do concelho, defendendo também a criação de uma plataforma digital para reporte e acompanhamento de problemas na via pública.

Na resposta, Hélio Fazendeiro contrapôs que os problemas identificados, em particular nas Penhas da Saúde, já estão contemplados em decisões anteriormente tomadas pelo executivo. “As fotografias que nos trouxe fundamentam ainda mais aquilo que foi uma decisão de adjudicar a obra de recuperação daquelas estradas”, afirmou, acrescentando que a intervenção só não arrancou ainda “pelas condições meteorológicas” e deverá começar “dentro de dias”.

O presidente da Câmara rejeitou a ideia de falta de estratégia e sustentou que a necessidade de intervir na rede viária está identificada e tem vindo a ter resposta, apontando como exemplo as deliberações aprovadas na reunião. “Estamos a fazer o melhor que sabemos, onde estamos, com o que temos, todos os dias”, declarou.

Num tom mais político, Fazendeiro considerou ainda que os problemas nas vias públicas são permanentes e inerentes à gestão municipal. “Nunca vamos ter tudo feito”, afirmou, defendendo o trabalho do executivo e dos serviços municipais.

Concluiu com uma nota em tom mais irónico ao sugerir que o vereador continuará a ter matéria para futuras denúncias em reunião. “não lhe faltarão temas para fotografias para aqui apresentar com coisas que estão menos bem”, afirmou o presidente da Câmara, sustentando que a existência de problemas por resolver é inerente à gestão municipal.