A Juventude Popular da Covilhã manifestou, em comunicado enviado à RCC, a sua indignação perante atos de vandalismo registados nos últimos dias, em diferentes zonas do concelho, afetando edifícios públicos, espaços privados, mobiliário urbano e elementos identitários da nossa cidade.
“Estes episódios, repetidos e coordenados, representam uma agressão direta ao património coletivo e ao esforço contínuo de valorização da Covilhã. O que ocorreu não pode ser relativizado nem tratado como simples expressão artística ou manifestação espontânea. Trata‑se de uma ação deliberada que procurou instrumentalizar o espaço público para fins ideológicos, recorrendo a simbologia associada ao universo soviético e a regimes totalitários que nada têm a ver com a história, os valores ou a identidade da Covilhã”, pode ler-se na nota.
A JP Covilhã defende no comunicado que vandalismo não é opinião, não é participação cívica, não é contributo para o debate democrático. No entanto, é um ataque ao bem-estar da comunidade, ao trabalho de quem cuida da cidade e ao direito de todos usufruírem de um espaço urbano limpo, seguro e respeitado.
“Estes atos têm custos reais para o município, para os proprietários afetados e para os cidadãos. A recuperação do património vandalizado exige recursos financeiros, tempo e mão-de-obra que poderiam ser investidos em melhorias efetivas para a população. É inaceitável que a cidade seja prejudicada por ações irresponsáveis que nada acrescentam ao diálogo público”, reafirma a Juventude Popular.
A Juventude Popular da Covilhã apela ainda às autoridades competentes para que prossigam com rigor a identificação dos responsáveis, sendo que a responsabilização é essencial para proteger o património.
