A banda covilhanense Sequela está a preparar o lançamento de duas novas músicas originais, que contam com a participação especial do músico Kalú, baterista dos Xutos & Pontapés, que vai participar nas vozes.
Os temas, intitulados Maneira de Ser e Xadrez, deverão chegar às plataformas digitais até ao final do verão e assinalam uma nova fase criativa do grupo, que celebra duas décadas de existência.
Em entrevista à RCC o baterista Samuel Inácio revelou que a banda sentiu a necessidade de regressar ao processo de composição e gravação.
“Era algo que já nos fazia falta. Já há algum tempo que não gravávamos temas novos e Xadrez é a primeira de uma série de músicas que nós estamos a gravar. Há outras que estamos a trabalhar, mas que sairão lá mais para a frente”, explicou.
A colaboração com Kalú surgiu de uma experiência anterior, durante um concerto realizado na zona da Costa da Caparica. A ligação entre os músicos levou a banda a convidá-lo para integrar esta nova fase.
“Decidimos convidar o nosso amigo Calu, que já tinha participado connosco num concerto lá em baixo, na zona da Costa da Caparica. Acabei por desafiá-lo a participar nestes dois temas que nós quisemos gravar e ele prontamente aceitou”, afirmou Samuel Inácio.
A banda admite a possibilidade de repetir a experiência em futuras atuações ao vivo. “Estamos a fazer por isso para que volte a acontecer muito brevemente outra participação dele num concerto nosso.”
Criados na Covilhã em 2006, os Sequela mantêm-se ativos apesar das mudanças pessoais e profissionais dos seus elementos. O projeto reúne atualmente quatro músicos da região da Beira Baixa, que continuam a ensaiar semanalmente na cidade.
“Somos uma banda de originais, rock português, criada na Covilhã em 2006. Temos muito orgulho quando podemos tocar na nossa terra, mas também temos um orgulho enorme quando vamos tocar fora e podemos representar um bocadinho a Covilhã, a Serra da Estrela e a Beira Baixa”, destacou.
Ao longo dos 20 anos de percurso, a banda passou por períodos de menor atividade, mas nunca abandonou o projeto. Samuel Inácio reconhece que o sonho de viver exclusivamente da música deu lugar a uma perspetiva mais realista.
“Quem é que foi músico e nunca sonhou em viver da música? Nós não conseguimos, já descemos um bocadinho à terra nesse sentido, mas já é o nosso segundo grande trabalho, isso é garantido.”
Ainda assim, a ligação ao projeto permanece inalterada. “Não podemos viver dela, mas ajuda-nos a manter-nos vivos e ativos.” E acrescenta: “Vivemos para a música, isso sim.”
Apesar da evolução natural ao longo dos anos, a banda mantém-se fiel à sua identidade musical.
“As coisas vão mudando um bocadinho e vamos ficando mais maduros. Estas músicas que estamos a criar, para além de serem mais maduras, também refletem a evolução que tivemos. Já não tocamos da forma que tocávamos antigamente, cada um já tem um bocadinho mais de experiência e somos um bocadinho mais profissionais.”
Os dois novos temas serão lançados individualmente, embora a banda admita reunir futuras composições num EP.
A banda tem presença nas redes sociais, basta procurar sequela rock. e prepara várias atuações para os próximos meses. A próxima passagem pela região acontece na Feira de São Tiago, estando ainda previstos concertos em setembro, no Porto, e em outubro, na zona de Lisboa.
“Vamos andar um bocadinho aí por todo o lado”, concluiu Samuel Inácio.
