Vários movimentos cívicos e associações ambientais manifestaram a sua oposição às recentes sessões promovidas pela Lightsource BP nas freguesias abrangidas pelo Projeto Sophia, nos concelhos do Fundão e de Penamacor, considerando que a iniciativa não garantiu um debate público suficientemente aberto e transparente.
Em comunicado, os signatários criticam a divulgação tardia das sessões, a limitação do número de participantes e a obrigatoriedade de pré-registo, apontando ainda a ausência de tradução para cidadãos estrangeiros residentes na região. Segundo os movimentos, as sessões não trouxeram respostas concretas sobre os impactos ambientais, sociais e económicos do projeto.
As organizações defendem que a iniciativa teve como principal objetivo cumprir exigências regulamentares e lamentam que a população continue sem conhecer as alterações previstas ao projeto, nem a forma como serão consideradas as 12.570 participações submetidas durante a consulta pública e o parecer da Comissão de Avaliação.
Os movimentos reiteram a sua oposição ao Projeto Sophia, defendendo que este tipo de infraestruturas energéticas deve ser instalado em áreas já artificializadas e não em zonas rurais ou protegidas. Apesar de reconhecerem a importância da transição energética, sublinham que esta deve assentar em princípios de sustentabilidade, transparência, justiça territorial e participação efetiva das comunidades locais.
O comunicado é subscrito pelo Movimento Cívico Gardunha Sul, Plataforma de Defesa do Tejo Internacional, Quercus – Núcleo de Castelo Branco, PRIP – Prout Research Institute Portugal | Cova da Beira Converge, Cidadãos pela Beira Baixa e Movimento Cívico em Defesa de Pedrógão de São Pedro e Bemposta.
