Sporting da Covilhã tem comissão administrativa definida para apresentar em assembleia geral

Solução transitória surge após não ter sido apresentada qualquer lista candidata às eleições e foi anunciada por Paulo Cunha Ribeiro, durante o jantar de aniversário do clube.

A comissão administrativa pretende assegurar a gestão do clube durante a próxima época, numa solução que poderá prolongar-se por um período máximo de um ano. Paulo Cunha Ribeiro explicou os motivos que levaram à inexistência de listas candidatas às eleições e detalhou o caminho encontrado para evitar um vazio diretivo.


Segundo o dirigente, a situação financeira do clube encontra-se controlada e os compromissos assumidos estão a ser cumpridos. “As contas estão a ser pagas e não há vazio diretivo”, garantiu.

Falta de candidatos levou à criação de uma solução transitória

Paulo Cunha Ribeiro explicou que, após vários dias de contactos e tentativas para formar uma direção, tornou-se evidente que não existiam condições para avançar com uma equipa capaz de assumir um compromisso sólido e duradouro.

“Ter uma direção é ter uma direção com compromisso. Não é ter uma direção que vai apenas para encher e que ao fim de meses começa a abandonar funções”, afirmou.

Face a este cenário, foi decidido a constituição de uma comissão administrativa, que já está definida e que será submetida à aprovação numa próxima Assembleia Geral convocada para esse efeito.

A estrutura será composta, em grande parte, por elementos da atual comissão e já se encontra a trabalhar na preparação da temporada 2026/27, disse também o antigo dirigente do clube.

Próxima época já está a ser preparada

Apesar de a nova comissão ainda aguardar a aprovação formal dos associados, Paulo Cunha Ribeiro assegurou que o trabalho não parou.

A preparação da nova época, a inscrição das equipas nas competições da Liga 3 e da Associação de Futebol de Castelo Branco e o cumprimento das obrigações estatutárias estão já a ser tratados.

“Temos de trabalhar para ter um clube sério, com os pés assentes na terra”, sublinhou.

Críticas à gestão dos últimos anos

Durante a intervenção, Paulo Cunha Ribeiro deixou críticas contundentes às anteriores administrações, responsabilizando-as pelo agravamento da situação financeira do clube.

O dirigente afirmou que o Sporting da Covilhã perdeu cerca de um milhão de euros em aproximadamente dois anos e meio, acusando os anteriores responsáveis de terem esgotado recursos sem garantir sustentabilidade.

“Foi muito fácil gastar e deixar a herança que deixaram, foi muito fácil abrir o buraco e ainda foi mais fácil ir embora”, declarou.

“Vamos gastar apenas o dinheiro que temos”

Um dos pontos mais enfatizados pelo responsável foi a necessidade de impor rigor financeiro na gestão futura do clube.

Paulo Cunha Ribeiro garantiu que a comissão administrativa trabalhará exclusivamente com receitas asseguradas, recusando repetir práticas que, na sua opinião, contribuíram para a situação atual.

“Vamos gastar o dinheiro que temos, nem mais um cêntimo. Não vamos gastar aquilo que não temos nem deixar o clube nas ruas da amargura”, afirmou.

Porta aberta a uma futura direção eleita

A comissão administrativa terá carácter transitório e poderá cessar funções antes do prazo máximo previsto caso surja uma candidatura considerada credível pelos sócios.

Paulo Cunha Ribeiro revelou ainda que, se dentro de alguns meses estiverem reunidas as condições necessárias, os próprios elementos da comissão poderão avançar para uma direção com um projeto estruturado para os próximos anos.

Até lá, a prioridade passa por devolver estabilidade ao Sporting da Covilhã e criar condições para que o clube enfrente a nova temporada com tranquilidade.

“Estejam tranquilos. O Sporting da Covilhã tem direção na forma de uma comissão administrativa e já está a trabalhar para preparar o futuro”, concluiu.