“Mãozinhas 112”: Agrupamento de Escolas do Teixoso com 23 aspirantes na educação para a proteção civil

O projeto “Mãozinhas 112”, uma iniciativa educativa inovadora, que pretende integrar a educação para a Proteção Civil no percurso escolar dos alunos do 1º ciclo, foi apresentado ontem, pelo Agrupamento de Escolas do Teixoso, juntamente com o Município da Covilhã, e contou com a presença de 23 crianças aspirantes a esta iniciativa.  

A turma do terceiro ano deste agrupamento é a primeira a iniciar este projeto piloto, inspirado pela psicóloga do Agrupamento, Catarina Pombo, e desenvolvido em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil da Covilhã, que tem como objetivo sensibilizar os mais novos para a prevenção de riscos, autoproteção e comportamentos adequados em situações de emergência.  


A iniciativa começou no presente ano letivo, com os alunos do terceiro ano, mas ao longo do próximo ano escolar, as crianças vão ter contacto com temas como: a segurança na escola e em casa, a prevenção de incêndios rurais, os sismos, fenómenos meteorológicos extremos, primeiros socorros e conhecimento dos agentes de proteção civil.  

O foco é ter crianças preparadas, conscientes e capazes de responder, tal como afirmou a Diretora do Agrupamento de Escolas do Teixoso, Sofia Mendes.  

“As crianças do 1º ciclo estão numa fase em que absorvem valores e comportamentos com uma naturalidade extraordinária. Sensibilizá-los para situações de emergência, risco e proteção civil é um investimento na segurança de toda a comunidade. Uma criança informada pode, em muitos casos, fazer a diferença, pode aprender, quando ligar para o 112, como identificar riscos e como agir com calma numa situação de emergência”, começou por dizer. 

Outro dos objetivos da iniciativa é começar a educar os mais novos, para que no futuro consigam resistir melhor aos riscos, muitas vezes até melhor que muitos adultos. Luís Marques, vereador da Câmara Municipal da Covilhã (CMC) com o pelouro da Proteção Civil, admitiu que é muito importante e essencial começar a plantar “estas sementes”. 

“Nós estamos sempre à espera que cheguem os bombeiros, a GNR, os outros agentes de Proteção Civil, e é muito importante que nós comecemos a criar estas sementes e comecemos a educar os nossos jovens para que eles no futuro possam resistir melhor aos riscos do que aquilo que nós resistimos. Muitas vezes, os meios de socorro só chegam passado muitas horas e é muito importante que o primeiro agente de Proteção Civil sejamos nós próprios, seja cada cidadão”, disse o vereador.  

A impulsionadora deste projeto foi Catarina Pombo, psicóloga do Agrupamento, que juntamente com a Professora Carla e os alunos do terceiro ano, já começaram a colocar em prática o “Mãozinhas 112”, um propósito interdisciplinar.  

“Em relação à sala de aula, a iniciativa tem a particularidade de ser interdisciplinar e integrada no percurso diário, no percurso escolar de todos os nossos alunos, com um modelo pedagógico replicável e que poderá servir então à inspiração de outras escolas. Mais do que um conjunto de aulas, vai ser um projeto com grande objetivo de sensibilizar as nossas crianças para a prevenção dos riscos, da auto-proteção e para a adoção de comportamentos adequados em situações de emergência”, explicou a psicóloga.  

Esta é uma missão muito importante para os aspirantes, os pequenos agentes de proteção civil. Da parte do Município, Hélio Fazendeiro, presidente da CMC, garantiu empenho e dedicação em reforçar os meios e a capacitação de pessoas.  

“Estamos muito empenhados, através de todos os agentes da proteção civil, em reforçar as condições e os meios de resposta, mas sobretudo a capacitação das pessoas. É determinante que cada um de nós saiba o que deve fazer em situações de emergência, de risco e como nos devemos comportar. A melhor forma de o fazermos é começar pelas crianças, porque é através delas que se consegue compreender e aceitar os comportamentos que são necessários, mas também motivar os mais velhos”, concluiu o autarca.  

Chegar a mais escolas do concelho  

A ideia deste projeto é chegar a mais escolas do concelho, para além do Agrupamento de Escolas do Teixoso, de modo a sensibilizar cada vez mais crianças e contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes, resilientes e preparados para enfrentar situações de risco, levando também a cultura de segurança às famílias e à comunidade.  

“O Projeto Mãozinhas 112 é hoje uma semente plantada. Com o empenho de todos os presentes, estou certa de que irá crescer e se vai espalhar por muito mais escolas e muito mais famílias”, rematou a Diretora do Agrupamento, Sofia Mendes.  

Para Luís Marques, vereador da CMC, o sentimento e o objetivo é o mesmo. Chegar a mais escolas e ter mais gente envolvida neste projeto.  

“Vamos levar esta iniciativa a mais escolas, porque o objetivo também é isso, é que todas as escolas possam envolver e também criar este projeto, porque ele de facto é extremamente importante e que vai, de certeza absoluta, no futuro, ajudar estas crianças a lidar melhor com situações de emergência.” 

Recorde-se que o plano foi implementado em regime piloto no Agrupamento de Escolas do Teixoso, mas apresenta potencial de replicação noutras escolas do concelho.  

Durante a sessão, foi ainda possível assistir a uma apresentação dos alunos, que entoaram o hino do projeto. “Mãozinhas 112, prontas a agir, prevenir é o nosso super poder. Prometo cuidar de mim, os outros ajudar e saber o que fazer se o perigo aparecer”. É este o refrão da música apresentada pelos aspirantes, que subiram também ao palco para receber um distintivo.