Academia de Patinagem da Covilhã quer reforçar equipa técnica e levar modalidade às escolas

A Academia de Patinagem da Covilhã está a aproveitar a presença na Feira de São Tiago para divulgar a sua atividade e angariar fundos que permitam concretizar os projetos definidos para os próximos anos. Em entrevista durante a emissão da Rádio Clube da Covilhã em direto do certame, o presidente da associação, José Ramos, revelou que a prioridade passa por reforçar a estrutura técnica, tornar o clube mais sustentável e expandir a modalidade às escolas do concelho.

Atualmente, a academia conta com cerca de 50 atletas, mas o crescimento continua condicionado pela falta de instalações próprias. “Infelizmente, não podemos crescer muito mais em termos de número de atletas porque não temos as condições disponíveis para isso”, afirmou José Ramos, explicando que os treinos decorrem entre o Pavilhão Municipal do Inatel e os pavilhões de Vale Formoso e Ferro, graças à colaboração das respetivas juntas de freguesia.


“Somos um clube que só tem esta modalidade e não temos, de facto, pavilhão. Temos de estar sempre à procura de soluções. Vivemos sempre com a casa às costas”, sublinhou.

Apesar dessas limitações, a direção eleita este ano, e que reconduziu José Ramos no cargo, traçou um plano para os próximos dois anos centrado na autonomia financeira da associação. O objetivo é criar condições para contratar mais treinadores, sendo a grande ambição a contratação de um técnico a tempo inteiro.

“O nosso grande sonho e desejo é termos um treinador a tempo inteiro”, revelou o dirigente, considerando que essa será uma peça fundamental para desenvolver o clube e permitir uma maior presença nas escolas em parceria com a Câmara Municipal.

Para concretizar esse objetivo, a Academia tem apresentado candidaturas a vários programas de financiamento. Segundo José Ramos, a intenção é garantir “uma almofada que nos permita, sem riscos, sustentabilidade”, reforçando uma estrutura que considera financeiramente saudável, mas que necessita de maior capacidade para crescer.

Outro dos projetos passa por adquirir mais patins para disponibilizar às crianças e desenvolver um programa de iniciação nas escolas. Uma das candidaturas já aprovadas pelo Comité Olímpico de Portugal poderá contribuir para esse objetivo, embora a operacionalização ainda esteja dependente da formalização dos apoios.

“A ideia é levarmos a patinagem às escolas, não só na cidade, mas também no concelho”, explicou, referindo que o projeto prevê uma intervenção inicial nos polos de Vale Formoso e Ferro, podendo posteriormente ganhar maior dimensão territorial.

José Ramos voltou ainda a defender a criação de um espaço de treino específico para a modalidade, considerando que a solução não passa necessariamente pela construção de um novo pavilhão.

“Não precisamos de um pavilhão para competição. Precisamos de um espaço de treino. Há instalações que podem ser reaproveitadas e convertidas com um investimento muito inferior”, sustentou, acrescentando que essa solução permitiria aumentar o número de horas de treino e aliviar a pressão sobre os pavilhões municipais.

O dirigente destacou igualmente o crescimento da patinagem artística na região e no país, embora considere que os clubes do interior continuam a enfrentar dificuldades acrescidas em comparação com os do litoral, quer ao nível das deslocações, quer na organização de competições.

Durante a Feira de São Tiago, a Academia de Patinagem da Covilhã mantém um espaço próprio destinado à angariação de fundos para apoiar estes projetos.

Os interessados em experimentar a patinagem ou integrar a associação podem efetuar a inscrição através das páginas da Academia nas redes sociais, sendo disponibilizados patins para as primeiras experiências.