Eduardo Cavaco propõe igrejas abertas no centro histórico e critica falta de climatização no CAI

Na reunião privada da Câmara Municipal da Covilhã (CMC), o vereador da Coligação + Covilhã (CDS/IL), Eduardo Cavaco, levou ao período antes da ordem do dia a necessidade de uma estratégia ambiciosa, para valorizar o património histórico/religioso da cidade e a falta de climatização do Centro de Ativ’idades (CAI).

O vereador alertou para o estado da degradação de vários monumentos e para o encerramento de algumas igrejas do Centro Histórico da Covilhã. Destacou a Igreja de Santa Maria, “onde as infiltrações ameaçam as pinturas de António Lopes, os azulejos da fachada apresentam sinais de degradação e a torre continua sem valorização turística”.


Outro dos pontos apresentados deve-se ao facto de espaços emblemáticos, como a Igreja da Misericórdia e a Igreja de São Francisco, permanecerem frequentemente encerrados. 

Sendo assim, o vereador propôs a criação de um Programa Municipal de Valorização do Património Religioso, de modo a celebrar protocolos com a diocese e paróquias, para garantir a abertura regular das igrejas e ainda a criação da Rota das Igrejas da Covilhã e promoção de visitas guiadas. 

Durante a reunião, felicitou o Padre Luís Pardal pela recuperação do exterior da Igreja de São Martinho, defendendo que o Município deve ponderar apoiar financeiramente a conclusão da obra e estudar a instalação de iluminação no edifício. 

O vereador afirmou também que o património da Covilhã deve ser vivido por todos, o que implica deixar de estar fechado. 

Quando estamos a valorizar o nosso património, não estamos a olhar para o passado, estamos a investir no futuro, na cultura, no turismo, na economia local, em algo que faz parte da nossa identidade. Acho que a Covilhã merece que o seu património deixe de estar fechado e passe a ser verdadeiramente vivido por todos”, concluiu o eleito da Coligação + Covilhã (CDS/IL). 

Eduardo Cavaco chama à atenção para climatização e condições do Centro de Ativ’idades

Ainda no período antes da ordem do dia, Eduardo Cavaco abordou a questão do Centro de Ativ’idades, nomeadamente sobre o espaço alugado pela CMC no Shopping Center, que segundo o mesmo se encontra com falta de climatização. 

“Desde junho as atividades foram praticamente todas canceladas por falta de climatização no Centro de Ativ’idades. No entanto, observei 8 senhores que estavam a jogar às cartas, com uma temperatura acima de 45 graus e com uma ventoinha. Verifiquei também que um dos espaços que estava cedido à Câmara foi penhorado e deixou de estar disponível para o Centro, e ainda três das lojas que o município paga renda caiu o teto”, começou por dizer o vereador. 

Eduardo Cavaco afirmou que “quando se quer criar um espaço para os seniores, é preciso pensar no conforto e máxima qualidade e não é isso que está a acontecer.” O eleito informou também que deixou o alerta para esta situação e sugeriu procurar um novo espaço com mais condições. 

“Um espaço que permita desenvolver todas as atividades, porque são desenvolvidas ali muitas atividades válidas, mas o espaço não é adequado para os nossos seniores. Chegou o momento de encontramos uma alternativa, até porque o município tem vários espaços e a Covilhã merece equipamentos municipais à altura da dignidade daqueles que ajudaram a construir este concelho”, finalizou Eduardo Cavaco. 

Em resposta, Hélio Fazendeiro, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, garantiu que o município continua a ser comprometido com o bem-estar de toda a população, de todas as faixas etárias e neste caso de uma faixa etária mais avançada, afirmando que o município continua a trabalhar nesta questão do envelhecimento. 

“Fomos distinguidos como o município amigo do envelhecimento ativo e é uma distinção que nos orgulha e honra. Isso deve-se ao trabalho que temos desenvolvido ao longo dos anos e vamos continuar a desenvolver, de acordo com aquilo que são as orientações políticas deste executivo”, começou por dizer o presidente. 

Hélio Fazendeiro admitiu, que apesar de serem espaços alugados pelo município, têm procurado soluções, junto dos proprietários e condomínio, para resolver e melhorar as condições dos locais. 

“O espaço a que se refere, é um local onde já há alguns anos está instalado no centro da cidade, num conjunto de espaços que não são propriedades do município. A autarquia arrenda para ali desenvolver as suas atividades e é o espaço que tem um conjunto de limitações, que sempre foram conhecidas e das quais temos consciência. Algumas delas são transversais ao próprio centro comercial e nós temos procurado junto dos proprietários dos espaços que arrendámos e do condomínio, resolver e melhorar as condições que temos”, continuou o autarca. 

O presidente deixou ainda a mensagem de que não está fora de questão ser avaliada a localização do Centro de Ativ’idades, para uma infraestrutura com melhores condições, no entanto, é um tema que não é unanime, pois há pessoas que não querem que o espaço saia do centro da cidade.  

Recorde-se que estes foram temas abordados por Eduardo Cavaco, vereador da Coligação + Covilhã, durante a reunião de câmara privada, no dia 10 de julho.