A nona edição do Verão no Centro Histórico, promovida pela Câmara Municipal da Covilhã, vai decorrer nas noites de sexta-feira, entre 7 e 28 de agosto, apostando numa programação que alia visitas guiadas e encenadas a concertos ao ar livre. Este ano, o evento apresenta uma marca inédita: todas as visitas e todos os concertos terão mulheres como protagonistas.

Na apresentação do programa, a vereadora com o pelouro da Cultura, Regina Gouveia, sublinhou o carácter especial desta edição, que surge depois da experiência do Verão no Centro Histórico – Freguesias.
“Esta nona edição teve aqui um prelúdio nas freguesias e vai ser também especial porque quer as visitas encenadas, quer os concertos, todos serão protagonizados por mulheres.”
A autarca explicou que esta será uma estreia na história do evento.
“Nunca nos aconteceu numa edição em que todos os protagonistas (…) quem vai ter a responsabilidade da visita encenada e quem vai estar no palco dos concertos serão apenas mulheres.”
Outra das novidades passa pelo alargamento do percurso habitual, sem perder o foco no centro histórico.
“O Centro Histórico continua a ser o coração do Verão no Centro Histórico, como é da cidade, mas vamos também alargar um bocadinho para completarmos percursos, narrativas que nós consideramos importantes do ponto de vista histórico e do interesse público.”
As visitas guiadas e encenadas realizam-se sempre às 21h30, mantendo o formato circular que tem caracterizado o evento, com início e término no mesmo local.
Quatro noites, quatro espaços emblemáticos
A chefe da Divisão de Cultura, Patrícia Pinto, revelou que cada sexta-feira terá um cenário diferente.

A abertura, a 7 de agosto, acontece atrás dos Paços do Concelho, num espaço já conhecido do evento, mas com uma configuração inédita. A 14 de agosto, o programa muda-se para o Largo de Santa Marinha, regressando a uma zona onde o certame já não passava há vários anos.
A principal novidade surge a 21 de agosto, quando o Verão no Centro Histórico ultrapassa os limites habituais do centro da cidade e segue até à Rua José Caetano Júnior, na zona do Poço Grande.
“Vamos sair um bocadinho mais daquilo que nós podemos considerar centro histórico e vamos para uma zona histórica (…) para fazer alguma ligação à história do Ger Campos Melo e à importância que aquela coletividade teve em toda a história da cidade.”
O encerramento, a 28 de agosto, terá lugar no Jardim Público, numa noite dedicada à Arte Nova e ao património da cidade.
“Queremos incluir na visita a importância do Palacete do Jardim, que é imóvel de interesse público e que da última vez que por ali passámos ainda não estava classificado dessa forma.”
Música no feminino
Também a programação musical será integralmente liderada por artistas femininas.

O promotor dos concertos, João Rocha, destacou a identidade desta edição.
“Vamos ter também homens em palco, mas as líderes dessas bandas, os protagonistas, são exclusivamente femininas. O que torna esta edição uma edição especial.”
A abertura musical, a 7 de agosto, ficará a cargo dos Minta & The Brook Trout, projeto liderado por Francisca Cortesão, numa estreia na Covilhã.
No dia 14 sobe ao palco Rita Cortezão, vencedora da mais recente edição do Festival Termómetro, que apresentará o álbum Tudo um Pouco.
A 21 de agosto será a vez de Margarida Campelo, numa noite que servirá igualmente para homenagear os 85 anos do Grupo de Educação e Recreio Campos Melo.
O encerramento, no Jardim Público, contará com a atuação da artista covilhanense Felipa Bidarra, que apresentará o seu espetáculo de pop alternativo acompanhado por banda.
Experiência nas freguesias poderá ter continuidade
Questionada sobre o balanço do projeto Verão no Centro Histórico – Freguesias, Regina Gouveia considerou que a iniciativa cumpriu os objetivos definidos.
“Foi uma experiência muito interessante porque conseguimos começar a chamar a atenção de quem lá habita, mas também daqueles que da cidade se deslocaram para conhecerem um pouco melhor essas freguesias.”
A vereadora defendeu que o modelo deve continuar a ser desenvolvido.
“Sentimos que sim, que podemos e devemos desenvolver também esta oferta cultural nas freguesias, fora da cidade ou da grande área urbana.”
A autarca revelou ainda que o município está a estudar formas de facilitar a deslocação de habitantes das freguesias às sessões do Verão no Centro Histórico, embora tenha frisado que a solução ainda está em reflexão e sem decisão final.

