O estado de conservação e limpeza dos cemitérios do Canhoso e da Covilhã esteve em destaque na Assembleia da União de Freguesias da Covilhã e Canhoso, com eleitos da oposição a denunciarem a degradação daqueles espaços e a exigirem uma intervenção urgente.
Em representação da coligação CDS/IL, Paulo Santos afirmou que, após várias visitas ao cemitério do Canhoso, ficou “com profunda tristeza” perante o estado em que se encontra.
“É de lamentar que continue com um aspeto pouco digno, marcado pela degradação e pela clara falta de limpeza”, afirmou, lembrando que “aquele é um local de memória, de luto e de recolhimento”. O eleito defendeu que o espaço “merece a máxima dignidade e mais atenção deste Executivo e, neste caso, também da Câmara Municipal”, questionando o presidente da Junta sobre “que medidas urgentes e concretas vão ser tomadas, e para quando, para devolver a dignidade e a limpeza que o cemitério do Canhoso e os seus visitantes merecem”.
Também Ana Calmão, do MIPP, alertou para a situação do cemitério da Covilhã, considerando que “necessita de maior cuidado a nível de limpeza e de manutenção”. A eleita sublinhou que, sendo “um espaço de memória, respeito e homenagem aos nossos familiares, merece uma atenção permanente e condizente com a sua importância para a comunidade”.
Na resposta, o presidente da União de Freguesias da Covilhã e Canhoso, Francisco Mota, garantiu que a preocupação é partilhada pelo executivo e que a situação já foi comunicada aos responsáveis.
“Já tive a oportunidade de falar com a pessoa responsável pelo cemitério da Covilhã e dei indicações a quem está com esse pelouro na Câmara Municipal da nossa preocupação”, afirmou.
O autarca frisou que os cemitérios são “um espaço de uma sensibilidade enorme” e assegurou que a Junta continuará a pressionar para que sejam mantidos em condições dignas.
“O que nós queremos, propugnamos e exigimos é que sejam espaços cada vez mais cuidados, para que as pessoas que ali vão prestar homenagem aos seus entes queridos possam realmente fazê-lo em condições dignas”, declarou, acrescentando que “quem lá está merece tanta dignidade como os que a visitam”.
Francisco Mota garantiu ainda que, caso a situação se mantenha, a União de Freguesias continuará a insistir junto da Câmara Municipal. “Podem ter a certeza de que, se o problema persistir, estaremos na linha da frente para que ele seja resolvido o mais rapidamente possível”, concluiu.
